Justiça

Ex-braço direito de Ciro Nogueira vira alvo da PF em investigação bilionária

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Investigação da PF foca em Jônathas Nery e a refinaria Refit, ligada a fraudes e lavagem de dinheiro no setor de combustíveis  |   Bnews - Divulgação Reprodução / YouTube
Redação Bnews

por Redação Bnews

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Publicado em 16/05/2026, às 13h22



O ex-secretário-executivo da Casa Civil no governo Bolsonaro, Jônathas Assunção Salvador Nery de Castro, foi alvo da Operação Sem Refino, deflagrada pela Polícia Federal para investigar um suposto esquema bilionário de fraudes, lavagem de dinheiro e sonegação no setor de combustíveis.

De acordo com a revista Piauí, a apuração tem como foco a refinaria Refit, ligada ao empresário Ricardo Magro. Servidor de carreira que passou por governos do PT, Michel Temer e Jair Bolsonaro, Jônathas ganhou força política ao atuar como braço direito do então ministro da Casa Civil, Ciro Nogueira (PP-PI), sendo apontado como responsável pela articulação das emendas parlamentares do chamado orçamento secreto. Em 2022, chegou ao Conselho de Administração da Petrobras por indicação política.

Segundo a investigação autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes, do STF, Jônathas abriu em março deste ano a empresa Sary Consultoria e Participações Ltda, com capital social de apenas R$ 1 mil. Poucos dias depois, a empresa recebeu cerca de R$ 1,5 milhão de companhias ligadas à Refit. De acordo com a PF, aproximadamente R$ 1,3 milhão foi transferido rapidamente para contas pessoais do ex-integrante da Casa Civil, o que levantou suspeitas de uso da empresa como “empresa de passagem” para movimentação de recursos.

Após deixar o governo, ainda segundo a Piauí, Jônathas passou a atuar como lobista da Refit em Brasília, cuidando das relações institucionais da empresa. A investigação também cita a proximidade entre Ricardo Magro e o senador Ciro Nogueira, além de apontar suposta atuação de agentes públicos para favorecer os interesses da refinaria.

A operação também teve como alvo o ex-governador do Rio de Janeiro Cláudio Castro, além de ex-integrantes do governo fluminense, magistrados e servidores públicos. A PF suspeita que estruturas do Estado tenham sido usadas para proteger o grupo investigado e dificultar punições contra a Refit.

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