Justiça

Fundador de programa executivo destaca importância da inovação no Judiciário brasileiro; assista

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Ademir Piccoli, CEO da Jex Legal, discute o impacto da tecnologia no Judiciário brasileiro em entrevista ao BNews  |   Bnews - Divulgação Reprodução / BNews

Publicado em 08/10/2025, às 14h33   Cauan Borges e Claudia Cardoso



O CEO e fundador do programa executivo Jex Legal, Ademir Piccoli, falou ao BNews sobre o papel da inovação tecnológica no fortalecimento da Justiça brasileira, durante o 17º Encontro do Conselho de Presidentes dos Tribunais de Justiça do Brasil (Consepre), realizado nesta quarta-feira (8).

O ex-servidor do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul decidiu empreender na área ao perceber que poderia contribuir de forma mais ampla para o setor por meio da tecnologia.

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“Eu conectei o direito com a tecnologia, que é a minha área de formação, e ela virou minha paixão. Depois de duas administrações no Judiciário, percebi que poderia agregar muito mais valor no setor privado, incentivando o uso de tecnologia e inovação em todo o sistema de Justiça”, explicou Piccoli.

A primeira iniciativa da Jex nasceu em Rondônia, com a criação do Encontro de Tecnologia da Justiça Estadual, em 2014. O evento surgiu da percepção de que os tribunais precisavam de um espaço de troca, colaboração e compartilhamento de ideias. 

Desde então, a empresa tem atuado na promoção da digitalização dos processos e no incentivo à adoção de novas ferramentas, como a inteligência artificial. Entre os projetos de destaque, Piccoli cita o ActionJude, feira internacional voltada à inovação no sistema judiciário.

“É a única feira de justiça no mundo em que os tribunais ganham estandes para mostrar suas tecnologias e inovações. O evento acontece de 14 a 16 de outubro e contará com 60 instituições expositoras”, destacou.

O empreendedor reforçou que a inovação nasce das pessoas, e não apenas da tecnologia. Segundo o CEO, é essencial investir na capacitação dos servidores para que saibam aplicar os recursos tecnológicos de forma eficiente.

“Não adianta comprar uma Ferrari e entregar para quem não tem carteira de habilitação. É preciso despertar o interesse, mudar o mindset e mostrar como a tecnologia pode ser útil. Quando isso acontece, o servidor se torna um disseminador dessa inovação”, ressaltou.

Para Piccoli, o cenário atual é de transformação positiva no Judiciário brasileiro: “A consciência está crescendo. Os líderes estão entendendo que não basta investir apenas em tecnologia, mas também em cibersegurança e na formação humana. A Justiça está se transformando, e essa evolução passa, sobretudo, pelas pessoas que a fazem acontecer”, concluiu.

Clique aqui e assista a entrevista completa:

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