Justiça

'IA pode ameaçar a democracia', diz presidente do TSE ao assumir comando das eleições

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Novo presidente da Corte diz que essas eleições serão desafiadoras e uma das mais importantes desde a redemocratização  |   Bnews - Divulgação Valter Campanato/Agência Brasil
Cibele Gentil

por Cibele Gentil

Publicado em 13/05/2026, às 10h42 - Atualizado às 13h42



O novo presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) declarou que a Corte terá como desafio combater o uso inadequado da inteligência artificial nas eleições deste ano. O ministro Kassio Nunes Marques tomou posse como presidente do tribunal no início da noite nesta terça-feira (12) e vai comandar o pleito de outubro.

No discurso de posse, Nunes Marques disse que a utilização inadequada da tecnologia ameaça o processo democrático. Em 2026, a eleição irá escolher o presidente da República, deputados federais, estaduais, distritais, governadores e senadores para o próximo mandato.

“Devemos estar atentos a tecnologias, que, quando mal utilizadas, podem representar ameaças ao nosso processo democrático. Vivemos em uma era em que as campanhas eleitorais não chegam às urnas sem atravessar algoritmos, em que a disputa política já não se desenvolve nas ruas e nos espaços tradicionais da vida pública, mas também no ambiente digital", disse o ministro.

Protagonismo do eleitor

Durante a sua fala, o ministro afirmou que o pleito de 2026 será um dos mais importantes desde o período de redemocratização do Brasil. Ele também lembrou que o eleitor deverá ser o protagonista na votação.

"O voto não constitui mero ato formal de participação política, representa expresso de pertencimento cívico, de dignidade democrática e de confiança nas instituições da República. O processo eleitoral de um país verdadeiramente democrático deve ter como protagonista seus eleitores", disse Nunes Marques.

Transparência nas eleições

O novo presidente afirmou que o TSE vai cumprir seu papel institucional de garantir eleições limpas a transparentes. “Reputo essencial que o Tribunal Superior Eleitoral cumpra com sua missão constitucional de organizar, orientar e fiscalizar as eleições, para sejam eleições limpas e transparentes”, declarou.

“Patrimônio da democracia”

Nunes Marques também defendeu o sistema eletrônico de votação brasileiro. Em sua fala, ele declarou que o mecanismo é um “patrimônio da democracia". O presidente do TSE ainda afirmou que, "no tocante à apuração, recepção e divulgação dos votos, o nosso sistema é o mais avançado do mundo".

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