Justiça

Juiz dispara em audiência de custódia de empresário que matou gari: "Comete um crime e vai treinar?"; assista

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Para o magistrado, a conversão da prisão se justifica para a garantia da ordem pública  |   Bnews - Divulgação Reprodução/ Redes Sociais
Bernardo Rego

por Bernardo Rego

Publicado em 14/08/2025, às 15h24 - Atualizado às 15h28



O empresário Renê da Silva Nogueira Junior, acusado de ser o autor do homicídio que vitimou o gari Laudemir de Souza Fernandes, 44 anos, passou por audiência de custódia na quarta-feira (13) na Central de Audiência de Custódia - CEAC da comarca de Belo Horizonte. A sua prisão foi convertida em preventiva. O crime ocorreu na última segunda-feira (11) enquanto a vítima trabalhava.

Para o magistrado Leonardo Vieira Rocha Damasceno, que conduziu a audiência, "a prisão preventiva se justifica e é necessária para a garantia da ordem pública, considerando a gravidade concreta do delito e o modus operandi empregado. O crime foi cometido em plena luz do dia, por motivo fútil, uma aparente irritação decorrente de uma breve interrupção no trânsito causada por um caminhão de coleta de lixo."

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O juiz pontuou ainda a frieza do acusado que foi preso na academia onde faz exercícios físicos: "Comete um crime desse porte e vai treinar", argumentou Damasceno que acrescentou que o acusado também responde por lesão corporal grave no âmbito de violência doméstica onde a vítima teve o braço fraturado.

"A desproporcionalidade e a frieza da ação, na qual o autuado, após uma breve discussão, deliberadamente sacou uma arma de fogo, a preparou para o disparo e atirou contra um trabalhador que exercia seu ofício, uma atividade pública essencial de limpeza da cidade, demonstram uma periculosidade acentuada e um total desrespeito pela vida humana. Tal conduta abala profundamente a tranquilidade social e gera um sentimento de insegurança na comunidade, indicando que a liberdade do autuado, neste momento, representa um risco real à ordem pública", diz o juiz em outro trecho da audiência de custódia.

O magistrado também pontuou que no local do crime foram encontradas munições intactas e uma deflagrada compatíveis com uma pistola calibre .380, que seria da sua esposa que é delegada em Minas Gerais. A arma foi posteriormente apreendida na residência do casal.

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