Justiça

Juíza diz que medidas protetivas não bastam e empresário segue preso por agressão à esposa: 'Não será suficiente'

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Juíza afirmou que a liberdade de Ivo Kos representa risco à vítima e que medidas protetivas não seriam suficientes para resguardar sua integridade física e psicológica.  |   Bnews - Divulgação Reprodução / Instagram
Redação Bnews

por Redação Bnews

redacao@bnews.com.br

Publicado em 19/08/2026, às 08h05 - Atualizado às 08h15



O empresário Ivo Kos, 48, teve a prisão em flagrante convertida em preventiva após ser acusado de agredir a esposa, a dentista Giullia Melo Falcão Vel Kos, 27, na madrugada de sábado (15), em Pinheiros, na zona oeste de São Paulo.

Durante a audiência de custódia, realizada no Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP), a juíza afirmou que medidas protetivas não seriam suficientes para garantir a segurança da vítima.

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"O autor demonstrou concretamente que sua liberdade oferece risco à ofendida e a aplicação de medidas protetivas de urgência não será suficiente para resguardar a integridade física e psicológica da vítima", disse a magistrada em vídeo da audiência divulgado pela MathiasTV no Instagram.

A juíza também afirmou que havia risco de novas agressões caso Kos fosse colocado em liberdade.

"É de se presumir que, se posto imediatamente em liberdade, o autuado voltará a agredir e poderá praticar atos mais graves atentando contra sua vida em situação de violência doméstica", completou.

Juíza cita histórico de violência

Segundo a magistrada, as medidas protetivas não seriam suficientes para garantir a proteção da dentista. Por isso, a prisão em flagrante foi convertida em prisão preventiva.

Antes da decisão, o advogado de Kos, Davi Gebara, pediu a liberdade provisória do empresário, com ou sem fiança. Na audiência, ele alegou que "não tem por quê o manter preso durante a instrução processual, uma vez que o réu é primário, sem antecedentes criminais".

O pedido foi negado. A juíza citou a gravidade das lesões e um histórico de supostas agressões contra a mulher registrado nos autos.

"Considerando a gravidade das lesões, o comportamento agressivo, o histórico pretérito relatado nos autos de constantes agressões de violência doméstica por parte do autuado, não sendo a primeira vez que essas agressões ocorrem, conforme formulário que consta nos autos, ainda é de se entender que a vítima possua grato e fundado temor, o que acresce reprovabilidade ao condutor do autuado e denota o perigo gerado pelo seu estado de liberdade", afirmou a magistrada.

Empresário nega agressões

Giullia afirma que foi agredida pelo marido durante a madrugada de sábado (15), em Pinheiros. Kos nega as agressões e apresentou outra versão à polícia.

Segundo o empresário, ele teria sido atacado pela dentista com socos e chutes. Ele afirmou ainda que ela ficou alterada após consumir bebidas alcoólicas durante o jantar.

Kos também disse que Giullia teria quebrado vidros do carro com uma pedra. De acordo com a versão apresentada por ele, foi a dentista quem retirou um taco de beisebol do porta-malas e tentou atingi-lo.

Ainda segundo o empresário, ela teria quebrado uma garrafa dentro da residência e tentado agredi-lo.

Policiais constataram lesões aparentes nos dois. O boletim de ocorrência registra ferimentos na testa e na orelha direita de Kos e lesões em diferentes regiões do rosto da dentista.

Quem é Ivo Kos

Com mais de duas décadas de experiência no mercado financeiro, Ivo Kos atuou em instituições como J.P. Morgan, UBS e Link Investimentos. Ele foi sócio da Link por 11 anos e, entre 2013 e 2018, diretor de operações da Itaim Asset Management.

Em 2018, participou da criação da Virgo, empresa que atuava em áreas como securitização, estruturação de operações financeiras e investimentos em startups.

Em 2025, quando ainda era controlador da companhia, Kos passou a ser investigado pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM) por suspeitas de uso irregular de recursos de investidores.

Segundo a acusação, ele teria participado de operações que utilizaram esses recursos de forma irregular e de operações consideradas fraudulentas. A autarquia também apontou suposta má-fé e benefício próprio. O processo ainda está em andamento.

Posteriormente, ainda em 2025, a Virgo Securitizadora foi adquirida pela Riza Holding e passou a se chamar Riza Sec.

Em setembro, Kos anunciou uma pausa na carreira. Em dezembro, informou no LinkedIn que também havia passado a atuar como investidor privado, com foco nos setores financeiro, de mercado de capitais, valores mobiliários e tecnologia e inteligência artificial.

Classificação Indicativa: Livre

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