Justiça

Julgamento de coronel da PM acusado de matar esposa começa e mobiliza 40 testemunhas

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O julgamento do coronel Geraldo Leite Rosa Neto, acusado de feminicídio, começa hoje e pode se estender até sexta-feira em São Paulo  |   Bnews - Divulgação Reprodução
Camila Sales

por Camila Sales

Publicado em 29/06/2026, às 08h02 - Atualizado às 10h01



O julgamento do caso da soldado Gisele Alves Santana, de 32 anos, começa nesta segunda-feira (29) e pode se estender até sexta-feira (3), em São Paulo. O réu, o coronel da Polícia Militar Geraldo Leite Rosa Neto, de 53 anos, responde por feminicídio e fraude processual e está preso desde 18 de março no Presídio Militar Romão Gomes, na zona norte da capital.

A audiência serve para apresentação de provas orais e esclarecimentos onde aproximadamente 40 testemunhas serão ouvidas. 

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Para o primeiro dia de audiência, devido ao jogo da seleção brasileira na Copa do Mundo, a juíza Michelle Carreiro, da 5° Vara do Júri, determinou a audiência no formato online. Os demais dias da audiência serão realizados de forma presencial no Fórum Criminal da Barra Funda, na zona oeste. 

Sequência dos depoimentos:

  • 29/06, às 9h30 (online): o delegado responsável pelo caso, Lucas de Souza Lopes, e uma vizinha do casal;
  • 30/06, às 9h30: policiais militares e uma testemunha protegida;
  • 01/07, às 9h30: pais de Gisele (Marinalva e José Simonal de Santana), filha da PM (em depoimento especial), ex-companheiro e pai da filha da soldado, policiais militares e dois peritos criminais;
  • 02/07, às 9h30: policiais militares, incluindo o coronel para quem Rosa Neto ligou após o disparo, e duas pessoas na modalidade virtual;
  • 03/07, às 10h: três testemunhas escolhidas pela defesa de Rosa Neto serão ouvidas de forma virtual e por fim será realizado o interrogatório do coronel. 

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Relembre o caso

Inicialmente tratado como suicídio, o caso passou a ser investigado como morte suspeita após familiares relatarem que a vítima vivia uma relação marcada por controle e ciúmes.

Segundo a polícia, a versão apresentada por Geraldo Neto não se sustenta. A investigação aponta que Gisele foi vítima de feminicídio, com base em indícios técnicos reunidos pela perícia ao longo da apuração.

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