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Justiça acata pedido do Ministério Público e arquiva investigação sobre morte do Cão Orelha

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Cão Orelha teria morrido em virtude de uma doença grave preexistente  |   Bnews - Divulgação Divulgação
Bernardo Rego

por Bernardo Rego

Publicado em 15/05/2026, às 16h23



Após pedido do Ministério Público de Santa Catarina (MP-SC) de arquivamento do caso que investigava a morte do Cão Orelha, que teria acontecido na Praia Brava, em Florianópolis, a Justiça através da Vara da Infância e Juventude acatou o pedido e arquivou a investigação nesta quinta-feira (14).

A decisão homologa manifestação das Promotorias de Justiça que concluíram que os adolescentes investigados e o cão “Orelha” não estiveram juntos na praia no período da suposta agressão e que o animal sofria de grave doença preexistente, causa da sua morte.

A manifestação assinada por três Promotorias de Justiça da Capital, com 170 páginas, reúne a análise de quase dois mil arquivos digitais, entre vídeos, fotografias e dados extraídos de celulares apreendidos, além da reinquirição de adolescentes e testemunhas.

Na perícia realizada pela Polícia Científica foi confirmado esse descompasso temporal na análise inicial que sustentou as investigações, não havendo quaisquer registros que comprovem a presença do animal na orla da Praia Brava , como, aliás, confirmaram as testemunhas ouvidas no decorrer da investigação.

O laudo pericial elaborado por perito veterinário com a exumação do corpo do cão Orelha afasta a hipótese de traumatismo recente compatível com maus-tratos. O perito esclareceu que todos os ossos do animal foram examinados de forma minuciosa, sem que fosse constatada qualquer fratura ou lesão compatível com ação humana.

As imagens do crânio anexadas aos autos demonstram uma lesão profunda e antiga, com perda de pelos, descamação e inflamação compatíveis com infecção de evolução prolongada.

Relembre o caso

O cão comunitário Orelha morreu em 4 de janeiro de 2026, na Praia Brava, bairro no norte do município brasileiro de Florianópolis, em Santa Catarina. Inicialmente as investigações apontaram que a causa da morte foi a agressão sofrida pelo animal por um grupo de jovens.

O caso teve repercussão nacional e um projeto intitulado "Lei Orelha" foi articulado, para endurecer as penas para crimes de maus-tratos a animais em Santa Catarina. O projeto já foi aprovado na Comissão de Finanças e Tributação e segue agora para análise das comissões de Defesa dos Direitos da Criança e do Adolescente e de Proteção, Defesa e Bem-Estar Animal.

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