Economia & Mercado

Dinheiro do dia a dia domina redes sociais e vira o conteúdo mais engajado, diz estudo

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Pesquisa mostra que 'dinheiro do dia a dia' lidera o engajamento nas redes sociais, com crescimento significativo em 2025  |   Bnews - Divulgação Ilustrativa / Pixabay
Cauan Borges

por Cauan Borges

cauan.borges@bnews.com.br

Publicado em 15/05/2026, às 17h15



Os conteúdos que abordam finanças pessoais se tornaram os mais engajados nas redes sociais no segundo semestre de 2025, segundo a 10ª edição do estudo Finfluence, produzido pela Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais em parceria com o Instituto Brasileiro de Pesquisa e Análise de Dados. 

O levantamento aponta que, diante das incertezas econômicas, o público passou a priorizar publicações que ajudam a lidar com situações financeiras do cotidiano.

De acordo com o estudo, temas ligados a finanças pessoais, política e economia brasileira registraram crescimento de 11,6% no volume de publicações feitas por influenciadores do setor financeiro, enquanto o engajamento desses conteúdos avançou 21,3% no período.

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Na contramão, posts voltados para produtos financeiros perderam força. A média de interações por publicação caiu 19% no semestre, indicando uma mudança de comportamento da audiência nas plataformas digitais.

Segundo o levantamento, os conteúdos mais bem recebidos são aqueles que conseguem transformar o cenário econômico em orientações práticas para o dia a dia. As publicações sobre uso do cartão de crédito, organização de gastos, planejamento financeiro e renda lideraram o ranking de engajamento, com média de 5.063 interações por post.

Na sequência aparecem conteúdos sobre política brasileira, com média de 4.574 interações, e economia nacional, com 4.089. O estudo conclui que o interesse do público cresce quando os criadores conseguem contextualizar informações econômicas e políticas de forma acessível.

A pesquisa também identificou uma mudança de comportamento ao longo de 2025. No primeiro semestre, os debates nas redes foram impulsionados principalmente por política e economia internacional, em meio a tensões globais. Apesar do aumento de 9,7% na produção de conteúdos macroeconômicos, esse tipo de publicação não gerou o mesmo nível de engajamento.

Para a CMO da Anbima, Amanda Brum, o público passou a buscar conteúdos mais aplicáveis à realidade financeira das pessoas: “O engajamento não está mais concentrado no tema mais comentado, mas no conteúdo mais aplicável na vida de quem está assistindo. Em um ambiente mais instável, a audiência busca interpretação e direcionamento”, afirmou.

Classificação Indicativa: Livre

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