Justiça

Médico se declara inocente por morte de Maradona: 'Lamento muito'

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Julgamento sobre a morte de Diego Maradona foi retomado na terça-feira (14)  |   Bnews - Divulgação Reprodução/Redes Sociais/X
Antonio Dilson Neto

por Antonio Dilson Neto

Publicado em 16/04/2026, às 15h52



O médico acusado pela morte de Diego Maradona, Leopoldo Luque, se declarou inocente nesta quinta-feira (16) durante audiência no Tribunal Oral Criminal nº 7 de San Isidro, na Argentina. O caso foi reiniciado na última terça-feira (14).

“Sou inocente, lamento muito sua morte”, disse Leopoldo Luque.

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Luque foi o primeiro réu a depor no novo julgamento do caso sobre a morte de Diego Maradona. O médico é um dos sete acusados por homicídio culposo pela morte de Maradona.

Além do neurocirurgião, também são julgados Agustina Cosachov (psiquiatra), Carlos Diaz (psicólogo), Nancy Forlini (coordenadora médica), Mariano Perroni (coordenador de enfermagem), Pedro Pablo Di Spagna (médico) e Ricardo Almiro (enfermeiro). A acusação afirma que eles sabiam do risco de morte e foram omissos durante a recuperação de Maradona.

Caso sejam condenados, os réus poderão enfrentar penas de 8 a 25 anos de prisão. Maradona faleceu durante a recuperação de uma cirurgia cerebral, realizada para tratar um coágulo. Após exames, um infarto foi apontado como causa da morte do astro argentino.

Luque levou para a audiência pastas com documentos para contrapor a versão da acusação. Entre os papéis estavam artigos científicos da União Europeia de Cardiologia e estudos clínicos sobre casos semelhantes ao de Maradona.

De acordo com os laudos que embasam a acusação contra a equipe médica, há um parecer de peritos da Promotoria-Geral de San Isidro. Eles concluíram que Maradona apresentava sinais de que esteve em agonia e não teria sido monitorado horas antes de falecer.

“Estou completamente seguro de que não existiu a agonia”, disse Luque, em depoimento.

O processo que julga a morte do ídolo foi reiniciado após a anulação do primeiro júri, em 2025. À época, descobriu-se que uma das juízas participava de um documentário clandestino sobre o caso.

O escândalo derrubou o processo anterior e anulou 44 depoimentos. Agora, o tribunal de San Isidro deve ouvir cerca de 120 testemunhas. O objetivo é determinar se a equipe médica foi responsável pela morte do astro em 2020.

As defesas negam crime e sustentam que o ídolo morreu de causas naturais. Se condenados, os profissionais podem pegar até 25 anos de prisão. O julgamento deve seguir até julho com audiências duas vezes por semana.

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