Justiça
por Gabriel Santana
Publicado em 27/06/2026, às 11h11
Uma menina identificada como Isabelly de Oliveira Assumpção, de 3 anos, morreu afogada dentro de uma máquina de lavar, em Cascavel, no oeste do Paraná (PR), e a madrasta, identificada como Suzana Bazar, foi condenada na última quarta-feira (24).
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Bazar pegou oito anos e seis meses de prisão por abandono de incapaz com resultado em morte, após a menor ter morrido em 7 de maio de 2022. Como a condenação proferida pela 1ª Vara Criminal de Cascavel ainda cabe recurso, Suzana vai poder recorrer em liberdade.
Na época do ocorrido, Isabelly tinha três anos e estava sob os cuidados da madrasta. A menor morava com a mãe e passava os finais de semana com o pai, na casa onde o genitor vivia com Suzana.
As investigações apontaram que Isabelly estava brincando com brinquedos dentro da máquina de lavar, enquanto estava em cima de um banco de plástico, colocado em frente ao aparelho doméstico. Ela, então, caiu dentro da máquina e se afogou. Como, em seu depoimento, Suzana confessou ter colocado o banco no local, ela foi condenada por negligência.
A advogada da ré, Suelani Gundim, contou que a defesa discorda da sentença e vai recorrer ao Tribunal de Justiça do Paraná. A profissional aponta que a morte foi um acidente e não houve dolo, quando existe a intenção de matar. De acordo com o Uol, a defesa vai apresentar recurso de apelação, pedindo a absolvição ou tentar reverter, em caso de responsabilização, a pena em modalidade culposa (quando não há intenção de matar).
O advogado da menor, Alexsander Beilner, aponta que a condenação deveria ter sido por homicídio qualificado, como aponta a denúncia realizada pelo Ministério Público do Paraná (MP-PR), em 2025. No texto, os promotores do caso defendem que Suzana teria colocado a criança sobre o banco, deixado Isabelly sozinha e assumido o risco de provocar a morte.
A motivação trazida pelo MP é que a acusada teria realizado a atitude por conta de um suposto ciúme em relação ao pai. A 17ª Promotoria de Justiça de Cascavel defende que Suzana “tinha plena consciência do risco ocasionado por suas condutas e assumiu o risco de ocasionar a queda da vítima no interior da máquina de lavar roupas e seu afogamento”.
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