Justiça

MPT investiga Cacau Show após denúncias de ambiente abusivo

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A empresa se defende das acusações e garante que investiga todas as denúncias com seriedade e imparcialidade  |   Bnews - Divulgação Reprodução Redes Sociais
Redação Bnews

por Redação Bnews

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Publicado em 07/06/2025, às 17h43 - Atualizado às 18h23



O Ministério Público do Trabalho de São Paulo abriu inquérito para investigar denúncias recebidas contra a Cacau Show. Na última semana, franqueados e funcionários compartilharam nas redes sociais um ambiente interno comparado a uma "seita", com eventos motivacionais intensos e pouca abertura para discussão de contratos e políticas da empresa.

Segundo publicação da Folha de São Paulo, a assessoria do órgão informou que o procedimento está em fase de apuração e não há processo judicial aberto, as denúncias foram apresentadas no último dia 16 de maio e estão com a procuradora Patrícia Mauad Patruni Isotton, em Itapevi, na Grande São Paulo. 

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A Associação União de Franqueados enviou uma denúncia representando os donos das lojas da Cacau Show. Segundo a publicação, a entidade registrou diversos depoimentos de funcionários e ex-funcionários da indústria da Cacau Show, além do resort Bendito Cacao, em Campos do Jordão, no interior de São Paulo. 

Entre as principais queixas, estão condições precárias de trabalho, assédio, homofobia, jornadas exaustivas e pressão para participação em rituais. Além dos depoimentos das supostas vítimas, o MPT também recebeu cópias dos livros "A Doce Amargura", que contam experiências de franqueados da Cacau Show. Uma trilogia escrita por Náira Alvim Passionoto, ex-dona de loja da franquia, sob o pseudônimo de Helena do Prado.

A Cacau Show disse à Folha, “não medir esforços para ouvir e resolver qualquer ponto relatado por franqueados, colaboradores, parceiros e consumidores". Ainda no comunicado afirmou: "Contamos com um canal de denúncia gerido por empresa independente, que garante anonimato e imparcialidade. As denúncias são rigorosamente apuradas e resultam em medidas cabíveis sempre que necessário. Reforçamos nosso compromisso de continuar investigando todos os casos com seriedade, para garantir um ambiente ético, respeitoso e transparente".

Já em comunicado interno enviado aos franqueados e ao time de vendas, nesta segunda-feira (2), assegurou: "Os conteúdos divulgados não representam o que somos. Quero deixar claro que rejeitamos veementemente qualquer afirmação ou acusação que vá contra os valores que sempre nos guiaram”, afirma o texto assinado por Alexandre Costa, fundador da companhia.

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