Justiça

Parentes de mortos em operação policial que deixou 122 vítimas fatais são ouvidos pelo Ministério Público

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Operação Contenção aconteceu em outubro de 2025, na zona norte do Rio de Janeiro  |   Bnews - Divulgação Eusébio Gomes/TV Brasil
Cibele Gentil

por Cibele Gentil

Publicado em 29/04/2026, às 16h17



Parentes de pessoas mortas durante uma operação policial ocorrida em outubro de 2025 foram ouvidos pelo Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) nesta terça-feira (28). Durante a Operação Contenção, que aconteceu nos Complexos da Penha e do Alemão, causou a morte de 122 pessoas. Entre os mortos, estavam cinco policiais civis e militares.

O atendimento às famílias foi realizado por promotores de Justiça do Grupo de Atuação Especializada em Segurança Pública do Ministério Público do estado (Gaesp/MPRJ). O encontro contou com o apoio de equipes da ouvidoria itinerante da instituição, no quartel do Corpo de Bombeiros da Penha.

Busca por esclarecimentos

O objetivo principal do encontro foi ouvir os parentes dos mortos em relação aos acontecimentos durante a ação policial e auxiliar na elucidação dos fatos. Em nota, o MPRJ informou que desde o início das investigações, o órgão “realiza a busca ativa de familiares dos mortos, com a finalidade de esclarecer as circunstâncias dos fatos ocorridos durante a ação, além de permitir o acompanhamento institucional dos interessados em receber informações sobre o andamento das apurações”.

De acordo com o Ministério Público, a instalação da estrutura de atendimento, próxima ao local da ocorrência, “seguiu critérios de ampliação do acesso à justiça e efetividade investigativa”. A iniciativa vem para sanar um possível obstáculo causado pelo deslocamento até a sede da instituição para que as pessoas fossem ouvidas.

Investigação da Operação Contenção

A investigação independente conduzida pelo Gaesp, em sua fase inicial, requisitou dados e documentos à Secretaria de Polícia Militar e à Secretaria de Polícia Civil. Também foram ouvidos “agentes públicos responsáveis pelo planejamento e que exerceram funções decisórias no dia dos fatos, e realizadas perícias próprias e complementares no Instituto Médico Legal”, informou o MPRJ.

Denúncias

Até o momento, o Gaesp e as promotorias de Justiça junto à Auditoria da Justiça Militar apresentaram “oito denúncias contra 27 policiais militares por ilegalidades praticadas durante a operação, envolvendo apropriação de armamento, furto de peças de veículos, invasões de domicílio, constrangimento de moradores, subtração de bens e tentativas de obstrução ou desligamento de câmeras corporais”.

Classificação Indicativa: Livre

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