Justiça
A Justiça de São Paulo negou, em segunda instância, pedido de Suzane von Richthofen, de 41 anos, para reduzir a periodicidade dos tratamentos psiquiátrico e psicológico obrigatórios a que é submetida desde a progressão de sua prisão para o regime aberto, em janeiro do ano passado. Suzane foi condenada em 2002 a 39 anos de prisão pela morte dos pais.
De acordo com o portal Migalhas, a decisão foi tomada pelo desembargador Damião Cogan e publicada na última sexta-feira (27). O acompanhamento psicológico com profissionais é uma determinação da Justiça para a manutenção do regime aberto.
Atualmente, Suzane von Richthofen faz acompanhamento semanal com psicólogos e mensal com psiquiatra. A condenada entrou com o pedido para que o acompanhamento com psicólogos ocorresse uma vez por mês e o acompanhamento com psiquiatra a cada três meses.
A defesa argumentou que Suzane está fazendo acompanhamento no SUS, “comparecendo pontualmente a todos os atendimentos agendados, mostrando-se tranquila, sem queixas, adaptada a sua rotina de estudante de Direito, cuidados maternos, gerenciamento do lar, bem como, tem lidado de forma resiliente aos eventuais assédios”.
O Ministério Público de São Paulo (MP-SP), porém, se manifestou contra a redução do acompanhamento psicológico e a Justiça não acatou o pedido.
Na decisão, o desembargador argumentou que “o resultado dos atendimentos tem sido positivo para a ressocialização e recuperação da agravada, entendo não ser caso, por ora, de alteração das condições e período de atendimento psicológico e psiquiátrico já estabelecido”.
A defesa de Suzane não se manifestou sobre o assunto.
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Cadastrado por Lorena Abreu
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