Justiça

Pedro Maia comenta ações de enfrentamento ao crime organizado: "Controle do sistema prisional"

Claudia Cardozo/ Bnews
Pedro Maia foi reconduzido ao cargo de procurador-geral de Justiça da Bahia  |   Bnews - Divulgação Claudia Cardozo/ Bnews

Publicado em 27/02/2026, às 16h55 - Atualizado às 16h59   Bernardo Rego e Claudia Cardozo



O procurador-geral de Justiça da Bahia, Pedro Maia, foi reconduzido ao cargo nesta sexta-feira (27) em cerimônia de posse que aconteceu na sede Ministério Público da Bahia (MP-BA) no Centro Administrativo da Bahia, em Salvador.

Em resposta ao Bnews, Maia falou sobre a atuação do MP-BA no combate ao crime organizado que, na visão dele, já atua em diversas fronteiras do país de forma articulada.

Siga o BNews no Google e receba as principais notícias no seu celular

Google News Bnews

"A situação da Bahia é bastante desafiadora. Esse cenário está muito distante daquilo que entendemos que seria o ideal. A Bahia é o quinto estado com crimes letais intencionais por habitante e pretendemos que isso melhore. Primeiro passo é investimento. Investimento em servidores, policiais e promotores", explicou.

Pedro disse ainda que a Bahia foi o estado que mais fez sessões do Tribunal do Júri em 2025, que no ano de 2025, segundo ele, foram realizadas mais de 2 mil sessões plenárias, mas ainda é preciso ter uma sistema prisional menos poroso. "É preciso assumir o controle do sistema prisional de forma efetiva. O enfretamento ao crime organizado demanda asfixia financeira e quebra da logística, quebra dessa cadeia de informações porque hoje temos um crime organizado articulado, transnacional", ressaltou.

Sobre feminicídio

Pedro Mais também comentou sobre o enfrentamento ao feminicídio e disse que Bahia trouxe números que diferenciam do cenário nacional. Segundo Maia, houve um redução do registro desse tipo de crime no estado no ano de 2025.

"A Bahia, em 2025, nesse aspecto, foi na contramão dos números apresentados nacionalmente, mostrando uma redução em relação ao feminicídio que pretendemos que seja acentuada através das campanhas de prevenção, conscientização, orientação às mulheres, atuação já desde o início, quando os primeiros sinais de violência físico-psicológica aconteçam, para se evitar que isso culmine na execução de uma mulher por causa de sua condição de mulher que seja evitada e também na repressão daqueles que praticam esse crime que realmente nos causa a repugnância, que não se coaduna com o estágio civilizatório da nossa sociedade", esclareceu.

Clique aqui e se inscreva no canal do BNews no YouTube!

Classificação Indicativa: Livre

Facebook Twitter WhatsApp


Cadastre-se na Newsletter do Bnews (Beta)