Justiça
O policial federal Wladimir Matos Soares negou ter atuado como agente infiltrado para vazar informações sobre a segurança do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) durante a transição de governo. A informação foi divulgada pela defesa do servidor nesta sexta-feira (7).
“A narrativa de que ele teria se infiltrado na segurança é totalmente desprovida de verdade. A verdade é que a Polícia Federal escalou o policial e adiou o início de suas férias para ele ajudar na coordenação da segurança fixa dos hotéis no evento da posse”, argumentou a defesa de Wladimir Matos.
Preso desde novembro de 2023, o agente foi denunciado pela Procuradoria-Geral da República (PGR) no inquérito que apura a trama golpista. Segundo a acusação, Wladmir Matos seria o responsável por repassar informações sobre Lula no dia 13 de novembro de 2022.
Na época, ele atuava na parte da equipe externa de segurança responsável pelos arredores do hotel em que o presidente estava durante a transição.
“A conclusão distorcida da verdade apresentada pela acusação de que o agente federal repassava informações sensíveis a integrantes do governo de Jair Messias Bolsonaro, é um salto lógico desprovido de fundamento”, acrescentaram os advogados.
O prazo para a entrega da defesa da maioria dos denunciados na trama golpista terminou na quinta-feira (6). Após a entrega de todas as defesas, o julgamento da denúncia será marcado pelo Supremo Tribunal Federal (STF).
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