Justiça

BNEWS na posse do STF: Presidente da Anadeg cobra ações concretas do STF e do governo em prol da população negra

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Advogado pede ampliação de espaço para população negra  |   Bnews - Divulgação Reprodução / Claudia Cardozo

Publicado em 29/09/2025, às 22h54 - Atualizado às 22h55   Claudia Cardozo e Aina Soledad



Em entrevista ao BNEWS, o presidente da Associação Nacional da Advocacia Negra (Anadeg), Estevão Silva, comentou sobre pautas do Supremo Tribunal Federal (STF) que impactam a população negra e avaliou a atuação do governo federal em relação à questão racial. O advogado participou da posse do novo presidente da Corte, Edson Fachin, na noite desta segunda-feira (29).

Silva reconheceu a importância do discurso do ministro Fachin sobre o combate ao racismo, mas cobrou ações concretas: "Eu achei muito importante o ministro falar, o ministro fazer esse recorte racial, falar da importância do tema, falar da importância das mulheres negras. Agora nós precisamos de ação, nós precisamos ver como é que isso se dará para o desenvolvimento desse mandato dele."

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O presidente da Anadeg também lamentou a falta de representatividade negra no judiciário: "É difícil de falar sobre isso com o Supremo, majoritariamente masculino e de pessoas brancas, nós não temos mais nenhum ministro negro, muito menos uma ministra negra que nós não tivemos na história. É lamentável que nós estejamos vivendo um quadro desse."

Em relação ao governo federal, Silva afirmou: "Esse é um governo democrático, esse é um governo que fez bastante coisa, mas ainda está muito aquém do que nós precisamos. (...) Então o governo precisa dar uma atenção maior à população negra de modo geral, não só da justiça, mas nos outros setores também." E completou: "Esse governo infelizmente tem ficado aquém do que nós esperamos deles, e nós esperamos muito desse governo."

O advogado cobrou maior participação da população negra na política. "A população negra é 56% da população brasileira, se não mais. E aí a pergunta, como é que nós não somos representados? Como que esse governo que conta com o nosso apoio, que conta com o nosso voto, nesse momento, no momento de sentar a mesa, no momento de fazer a decisão do país, não convida essa população?", questionou. 

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