Justiça

Presidente da Unafisco presta depoimento como investigado após fala crítica ao STF

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O presidente da Unafisco Nacional, Kleber Cabral, foi ouvido como investigado no inquérito das Fake News após criticar o STF  |   Bnews - Divulgação Reprodução / CNN
Davi Lemos

por Davi Lemos

davi.lemos@bnews.com.br

Publicado em 20/02/2026, às 21h11



O presidente da Unafisco Nacional, auditor fiscal Kleber Cabral, foi ouvido nesta sexta-feira (20) pela Polícia Federal no âmbito do Inquérito das Fake News. De acordo com o sindicato, o depoimento ocorreu de forma remota e Cabral prestou esclarecimentos na condição de investigado.

A oitiva foi determinada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), após declarações públicas feitas pelo dirigente sindical na última quarta-feira (18). As informações são da CNN Brasil.

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As manifestações de Cabral ocorreram no contexto de uma operação que teve como alvo um auditor fiscal da Receita Federal. Em entrevista à CNN Brasil, ele afirmou não enxergar indícios de que tenha havido vazamento de dados por parte do servidor investigado.

Em declarações concedidas a outros veículos, Cabral também comparou o grau de apreensão enfrentado por servidores ao investigar a facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC) com o temor de medidas adotadas pelo STF.

No mesmo dia da operação, a Unafisco divulgou nota pública na qual criticou as medidas determinadas no inquérito. A entidade declarou preocupação com a condução do caso e defendeu o respeito ao devido processo legal, à presunção de inocência e à proporcionalidade das decisões.

O sindicato relembrou ainda que, em 2019, dois auditores fiscais foram afastados no âmbito do mesmo inquérito sob suspeita de vazamento de informações fiscais de parentes de ministros do STF. Segundo a entidade, ambos foram posteriormente reintegrados após as acusações não se confirmarem.

Em trecho do comunicado, a Unafisco afirmou que os auditores-fiscais “não podem ser transformados em bodes expiatórios em meio a crises institucionais”, acrescentando que a instrumentalização de servidores compromete a credibilidade das instituições e enfraquece o Estado de Direito.

O Inquérito das Fake News tramita sob sigilo.

Classificação Indicativa: Livre

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