Justiça
por Mariana Cedrim
Publicado em 14/04/2026, às 18h48
Arielson da Conceição dos Santos, réu confesso da morte de Mãe Bernadete, mudou o depoimento sobre o mandante do crime, durante o primeiro dia do julgamento realizado nesta terça-feira (14) e afirmou que foi torturado pelos policiais para apontar o mandachuva da operação.
O criminoso afirmou, durante interrogatório no plenário, que durante a tortura, apontou Marílio dos Santos, o “Maquinista”, como mandante do crime. “Disse o que eles queriam ouvir”.
O promotor Raimundo Moinhos, do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do MP-BA acredita que a estrategia é uma defesa conveniente, baseada em tentar contraditar uma prova.
"Em nenhum instante da instrução processual, desde a fase de inquérito até a produção de provas, surgiu indício mínimo de prática de tortura ou de imposição de declarações por parte do Estado ao acusado."
Já o advogado de acusação Hédio Silva, sustenta que a mudança de versão não passa de uma estratégia para proteger o suposto mentor intelectual do crime. "Vejo isso como uma atitude desesperada da defesa e estou convencido de que o Conselho de Sentença irá julgar pela pena máxima."
Em depoimento, Arielson confessou ainda que, a ordem que receberam era de apenas dar o susto na yalorixá e acusou o traficante conhecido como “BZ” pelo excesso de tiros.
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