Justiça

Secretário da Segurança é condenado por furtar açougue; entenda o caso

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O atual secretário de Segurança Urbana de Ribeirão Pires, Sandro Torres Amante, foi condenado a 2 anos e 11 meses de prisão por furto qualificado  |   Bnews - Divulgação Reprodução/Redes sociais
Redação Bnews

por Redação Bnews

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Publicado em 18/04/2025, às 08h11



A segunda instância do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) condenou o atual secretário de Segurança Urbana de Ribeirão Pires, Sandro Torres Amante, a 2 anos e 11 meses de prisão por furto qualificado. O caso envolve crimes cometidos em 2018, quando ele era subcomandante da Guarda Civil Municipal (GCM) da cidade, na Grande São Paulo.

O secretário e outras quatro pessoas também são acusados pelo Ministério Público de integrar uma milícia particular ao menos entre os anos de 2019 e 2023. Os agentes teriam se estruturado para cometer crimes como furtos e extorsões no município.

Segundo o Ministério Público (MP), o grupo reúne todas as características do crime, como número de integrantes, organização, divisão de tarefas, uso de armamento e até conexões com empresas privadas de segurança. Em 18 de junho de 2018, dois açougues localizados no centro de Ribeirão Pires foram furtados durante a madrugada.

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Os furtos ocorreram com poucos minutos de diferença e envolveram o roubo de quase 60 kg de carne, R$ 28 mil em dinheiro, além de cheques, câmeras de vigilância, roteadores e um cofre. De acordo com o MP, os furtos não foram acidentais ou de ocasião, mas planejados. Entre as evidências estão câmeras da prefeitura  que foram propositalmente desviadas do local dos crimes por Gutembergue. Também foi feita uma falsa denúncia anônima para tirar efetivos da GCM e da PM do Centro da cidade.

Testemunhas protegidas relataram o envolvimento direto dos acusados e entregaram imagens de vídeo. Câmeras flagraram os acusados dividindo as mercadorias furtadas e se deslocando em três veículos.

Em dezembro de 2023, mesmo respondendo ao processo, Sandro foi nomeado secretário da Segurança pelo prefeito Gustavo Volpi (PL). A Prefeitura alegou não ter sido notificada da condenação em segunda instância. 

Sandro nega envolvimento e afirma que foi absolvido em 1ª instância. A defesa dele e dos outros acusados acionaram o Superior Tribunal de Justiça para reverter a decisão. A Prefeitura diz que aguarda manifestação oficial da Justiça para tomar providências. O prefeito disse, em nota publicada em sua rede social, que acredita na inocência do secretário e não pensa em tirá-lo do cargo.

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