Justiça
por Leonardo Oliveira
Publicado em 08/04/2026, às 22h21
A Justiça suspendeu a eleição do Sindicato dos Médicos do Estado da Bahia (Sindimed), que aconteceria nos dias 14 e 15 de abril. De acordo com uma decisão liminar da 17ª Vara do Trabalho, o juiz atendeu o pedido de tutela de urgência após denúncias de exclusões indevidas de médicos que estariam aptos a votar, além de uma possível existência de erros na lista dos votantes reconhecidos pela Comissão Eleitoral. A decisão foi emitida na última terça-feira (8).
Segundo a determinação do juiz Sebastião Martins Lopes, o sindicato deve apresentar, em até 48 horas, a memória detalhada das mudanças na lista de associados, com a justificativa de cada alteração de forma auditável. Se a ordem não for cumprida, a entidade deverá pagar uma multa diária de R$ 10 mil.
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Os representantes do grupo de oposição à atual diretoria, Renova Sindimed, afirmam que o processo eleitoral tem sido "marcado por reiteradas manobras da atual gestão na tentativa de manipular a democracia interna, a transparência e, principalmente, a vontade dos médicos".
O grupo cita problemas como a inserção de pessoas que não são médicas na lista de votação, incluindo advogados ligados ao sindicato, além do uso de registros de médicos falecidos e da exclusão de centenas de profissionais aptos a votar, sem critério transparente. A oposição ainda afirma que a comissão eleitoral atua como extensão da atual diretoria, sem apresentar isenção e autonomia.
O que diz o Sindicato
O Sindimed nega que haja irregularidades no processo eleitoral. Em nota divulgada nesta quarta-feira (8), o Sindicato classificou as acusações de fraude como “inverídicas e caluniosas”. A diretoria do sindicato afirma que a revisão da lista de votantes trata-se de um processo previsto no estatuto de remover nomes de profissionais falecidos ou inadimplentes, além da inclusão de nomes que foram omitidos por falhas técnicas.
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Além disso, o sindicato atribui a judicialização como uma tentativa dos grupos de oposição de desestabilizar a eleição. O Sindimed informou que vai tomar as medidas judiciais cabíveis contra a “conduta desestabilizadora”. Até o momento, a eleição permanece suspensa e a utilização da atual lista de votantes está vedada até que o tribunal analise as justificativas técnicas exigidas da entidade.
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