Justiça

STJ abre sindicância e ministro Marco Buzzi deve se afastar após acusação de assédio

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Em sessão secreta, Corte Especial decidiu investigar conduta de magistrado denunciado por assédio sexual contra jovem de 18 anos em Santa Catarina  |   Bnews - Divulgação Divulgação

Publicado em 04/02/2026, às 23h17   Cibele Gentil



Uma sessão secreta foi realizada na noite desta quarta-feira (4), no Superior Tribunal de Justiça (STJ). A reunião foi conduzida pelo presidente da Corte, ministro Herman Benjamin e teve como objetivo central deliberar sobre a acusação de assédio sexual que pesa contra o ministro Marco Buzzi.

Durante o encontro reservado, o pleno decidiu, por unanimidade, pela abertura de uma sindicância administrativa para apurar o caso. Especula-se que Buzzi deve pedir à presidência do STJ uma licença médica para se afastar temporariamente das suas atividades no tribunal. O ministro vem sofrendo pressão interna de colegas, que se disseram “chocados” e "horrorizados" com o episódio.

Desdobramentos jurídicos e impacto institucional

A denúncia, que veio a público recentemente, aponta que o ministro teria tentado agarrar por três vezes a filha de uma advogada. O caso teria acontecido em Balneário Camboriú, no litoral catarinense, durante o mês de janeiro. A vítima, que registrou a ocorrência em São Paulo, relatou sofrer abalos psicológicos profundos e pesadelos constantes desde o episódio.

Devido à prerrogativa de foro, os autos do caso já foram remetidos ao Supremo Tribunal Federal, onde a investigação possui natureza criminal, enquanto o Conselho Nacional de Justiça também conduz um procedimento administrativo sigiloso para evitar a revitimização da jovem.

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