Justiça

STJ prorroga sindicância contra ministro acusado de assédio

STJ/Gustavo Lima
A apuração, iniciada em fevereiro, visa esclarecer fatos ocorridos em janeiro em Balneário Camboriú  |   Bnews - Divulgação STJ/Gustavo Lima
Lucas Pacheco

por Lucas Pacheco

lucas.pacheco@bnews.com.br

Publicado em 07/03/2026, às 10h34



O Superior Tribunal de Justiça (STJ) decidiu prorrogar a sindicância interna instaurada para apurar a denúncia de importunação sexual contra o ministro Marco Aurélio Buzzi. Agora, o prazo para conclusão é 14 de abril. 

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A apuração administrativa foi iniciada em 4 de fevereiro, para esclarecer fatos que teriam ocorrido em janeiro deste ano, em Balneário Camboriú (SC), e o o relatório final deveria ser apresentado na próxima terça-feira (10). Com a proximidade do fim do prazo, a comissão de apuração pediu a prorrogação do prazo para dar continuidade aos trabalhos. Enquanto isso, o ministro segue afastado cautelarmente do tribunal.

De acordo com o Boletim de Ocorrência registrado, o membro do STJ teria tentado agarrar a filha de um casal de amigos, de 18 anos, durante um banho de mar. 

O caso também é investigado no Conselho Nacional de Justiça (CNJ), no que diz respeito às possíveis infrações disciplinares cometidas e também no Supremo Tribunal Federal (STF) quanto à prática de crime, já que Buzzi, por ser ministro do Superior Tribunal de Justiça, possui foro privilegiado. 

Em nota publicaa logo após o início das investigações, o ministro Marco Aurélio Buzzi negou as acusações, disse que as informações "não correspondem aos fatos" e que foi surpreendido com a denúncia.  

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