Justiça

Transporte público vira alvo de mais de 15 mil denúncias e defensorias acionam o STF na Bahia

Betto Jr. / Secom
Ausência de transporte público para eleitores baianos resultou em mais de 15 mil denúncias à Defensoria Pública durante o segundo turno das eleições.  |   Bnews - Divulgação Betto Jr. / Secom
Cauan Borges

por Cauan Borges

borgesjornalismo2023@gmail.com

Publicado em 26/10/2026, às 13h43



A falta de ônibus gratuitos para eleitores baianos motivou mais de 15 mil denúncias à Defensoria Pública do Estado da Bahia (DPE/BA) durante o segundo turno das Eleições 2026, realizado neste domingo (26).

 As reclamações foram encaminhadas por meio de um canal exclusivo no WhatsApp e apontaram a ausência ou a quantidade insuficiente de veículos para atender à população, dificultando o deslocamento até os locais de votação.

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Diante da quantidade de relatos, a Defensoria mobilizou equipes para verificar as irregularidades e realizou fiscalizações em garagens de empresas de transporte, com o apoio da Polícia Federal e da Polícia Militar.

A instituição também acionou os órgãos responsáveis para cobrar medidas emergenciais e acompanhou a situação na Rodoviária de Salvador e no sistema ferry-boat. A atuação incluiu ainda o acompanhamento da votação em unidades prisionais, com o objetivo de assegurar o exercício do direito ao voto por pessoas presas provisoriamente.

As medidas fazem parte do Grupo de Trabalho Eleições 2026, iniciativa desenvolvida pela DPE/BA em parceria inédita com a Defensoria Pública da União (DPU). Antes do pleito, as instituições já haviam encaminhado ofícios aos 417 municípios baianos para reforçar a obrigatoriedade da oferta de transporte público gratuito em quantidade equivalente à disponibilizada em dias úteis, conforme determinação do Supremo Tribunal Federal (STF).

Diante da gravidade das ocorrências, as duas defensorias também solicitaram ao STF a prorrogação do horário de votação. O objetivo foi permitir que eleitores prejudicados pelas falhas no transporte tivessem mais tempo para chegar às seções eleitorais e participar do pleito.

Em posicionamento sobre o caso, a Defensoria Pública da Bahia reafirmou que o direito ao voto deve ser garantido a todos os cidadãos. A instituição informou que continuará acompanhando os desdobramentos das irregularidades identificadas e adotará as medidas cabíveis para buscar a responsabilização dos envolvidos.

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