Cultura

Aos 20 anos, cineasta baiano leva curta de animação a festivais internacionais após estreia no Brasil

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Curta-metragem 'The Gramophone' conquista festivais internacionais e destaca o talento do jovem cineasta baiano Eduardo Stachow  |   Bnews - Divulgação Divulgação
Cauan Borges

por Cauan Borges

borgesjornalismo2023@gmail.com

Publicado em 03/09/2026, às 16h15



Um robô, um gramofone antigo e uma melodia misteriosa são os elementos que têm levado o trabalho do cineasta e animador baiano Eduardo Stachow, de 20 anos, a diferentes festivais de cinema em 2026. O curta-metragem de animação “The Gramophone" passou por Curitiba em agosto e terá exibições e indicações em eventos no Canadá ao longo de setembro.

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A circulação começou nos dias 28 e 29 de agosto, durante o DJANHO! – Mostra Internacional e Interbairros de Cinema Fantástico de Curitiba, realizado no Sesc Centro. O evento marcou a estreia mundial de “The Gramophone" e também a primeira exibição pública de um curta de Eduardo em um festival no Brasil.

A experiência abriu caminho para uma sequência de compromissos internacionais. Em Toronto, o filme foi nomeado em quatro categorias do Toronto International Nollywood Film Festival (TINFF): Melhor Diretor, Melhor Produtor, Melhor Curta-Metragem e Melhor Filme Internacional de Animação.

A participação mantém a presença do cineasta no festival pelo segundo ano consecutivo. Em 2025, We Are Carnaval chegou à final nas categorias Direção de Arte, Filme de Animação e Melhor Curta-Metragem, enquanto Chaos is King foi finalista em Filme de Animação e Filme Experimental.

Depois de Toronto, o trabalho segue para Montreal e, posteriormente, entre os dias 17 e 19 de setembro, o longa participa do Animaze – Montreal International Animation Film Festival 2026, no Cinéma du Musée. A seleção representa a estreia internacional do curta.

Foi o projeto em que senti o maior avanço proporcional da minha carreira até o momento. Qualidade técnica, originalidade e narrativa ficaram muito mais niveladas. Em outros trabalhos, eu percebia uma discrepância entre esses pontos e, em The Gramophone, senti que finalmente consegui alinhá-los”, afirma Eduardo.

Uma produção praticamente solo

Aos 20 anos, Eduardo acumula funções que normalmente são divididas entre diferentes profissionais em uma produção audiovisual. À frente da Stachow Pictures, o cineasta participa de praticamente todas as etapas de seus filmes, desde a criação da ideia até a finalização e a distribuição.

Além da direção e produção, atua como animador, diretor de arte, diretor de fotografia, diretor de som e editor. Também trabalha com composição de ambientes, modelagem e rigging em 3D. Em Chaos is King, chegou a assumir ainda a composição musical.

As trilhas sonoras são uma das exceções nesse processo, assim como participações pontuais de profissionais freelancers em um dos projetos. A estreia brasileira de "The Gramophone", em Curitiba, foi recebida pelo cineasta como um momento importante dentro dessa trajetória.

Tive a estreia pública de The Gramophone no DJANHO!, em Curitiba, e foi uma experiência muito boa do início ao fim. Gostei bastante do festival, da curadoria dos filmes selecionados e, principalmente, da organização, que cuidou de cada detalhe com muito carinho. Ver meu filme estreando em um evento assim foi um momento marcante para mim como cineasta. Fico muito grato pela oportunidade e pelo trabalho de todos que fazem o festival”, contou.

Qual a trama de “The Gramophone"?

O filme acompanha um robô que vive em um mundo silencioso e acaba atraído por uma melodia vinda de uma casa abandonada. No local, o personagem encontra um antigo gramofone e passa a experimentar emoções que até então desconhecia.

A descoberta, porém, dura pouco. A chegada de outro robô transforma a curiosidade em uma situação de perigo e dá início a uma perseguição silenciosa. O protagonista passa, então, a lidar com o conflito entre o encantamento provocado pela nova experiência e a necessidade de sobreviver.

A história também representa a maneira como Eduardo enxerga a própria produção. Para o idealizador, a capacidade de construir narrativas que possam ser compreendidas por públicos de diferentes países é uma das características centrais de seu trabalho.

Acredito que meu maior trunfo como produtor e diretor seja conseguir contar histórias que possam ser compreendidas em qualquer lugar do mundo, utilizando linguagens universais como o medo, o amor e a minha favorita: a linguagem dos sonhos. Afinal, todo mundo tem um sonho e não existe nada mais universal do que isso”, afirmou.

Classificação Indicativa: Livre

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