Cultura
por Natane Ramos
Publicado em 29/10/2024, às 06h00
O Dia Nacional do Livro, celebrado nesta terça-feira (29), é uma importante data para os amantes da literatura no Brasil. A data escolhida para tal comemoração foi realizada pois foi nessa data, em 1810, que a Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro foi fundada.
Nesta data, o apreço pela leitura é compartilhado pelos leitores, comunidade que vem crescendo com o passar do ano possuindo um fator importante para esse desenvolvimento: as redes sociais.
De acordo com um levantamento de dados realizado pela Lab Notícias, com mais de 200 pessoas, 44,4% delas revelaram que não receberam incentivo à leitura na escola e que 40,2% adquiriu o hábito por causa das redes sociais.
Em entrevista ao BNews, a influenciadora literária Carina Eyama refletiu sobre como os criadores de conteúdo influenciam no consumo à literatura. "Eu acredito que atualmente as criadoras de conteúdo criam uma conexão com as pessoas mostrando que é possível incluir a literatura no nosso dia a dia. Nos dias corridos que a maioria das pessoas vivem, algumas acreditam que seja inviável incluir a leitura e temos muitas criadoras que trabalham fora, algumas cuidam da família, passam por uma rotina corrida e mesmo assim mostram que a leitura pode se tornar um hábito. A maioria das pessoas gostam de ver coisas com que possam se identificar ou algo novo que possam iniciar", iniciou.
"A leitura trás diversos benefícios quando inserida como parte na rotina. E quanto mais pessoas são influenciadas a lerem o mercado editorial se torna cada vez mais movimentado", declarou.
Carina também ressaltou a importância do protagonismo e representatividade feminina nas redes sociais e como isso afeta o público. "A presença feminina é algo essencial para o público no geral. Por muito tempo mulheres foram silenciadas e ignoradas em várias áreas. E na verdade nós podemos e temos a total capacidade de ocupar qualquer espaço que tenhamos interesse. Ao compartilharem suas opiniões e experiências com a leitura contribuem para que suas vozes sejam ouvidas. Muitas alertam sobre a necessidade da inclusão e de desmistificar estereótipos. Essa iniciativa fortalece a busca por conhecimento e incentiva a explorarem seus interesses e talentos. Essa representatividade é importante também para autoras, que usam sua voz pela literatura e tocam muitas mulheres com isso, o importante de sempre compartilhar a experiência é passar a frente, mostrar a outras mulheres que tem um espaço para elas", explicou.
A leitora comentou como os livros tem um papel de extrema importância em sua vida. " Eu fiquei muitos anos sem ler e quando retomei o hábito, os livros se tornaram meu refúgio. Minha saúde mental está em cuidado e os livros fazem parte disso, eles fazem parte da minha vida. Cada dia uma história diferente, personagens a se apegar, questões para refletir, coisas para aprender, eu não fico sem eles", relatou.
Para quem pensa em começar a produzir conteúdo literário, Carina aconselha a manter em mente a autenticidade. "O melhor seria criadoras de conteúdo cada vez mais diferentes com o objetivo comum de espalhar a literatura diversa nas redes. Mas muitas pessoas ainda se envolvem no ‘todo mundo está fazendo’. O importante é não se perder da própria identidade e que não se torne algo sem sentido para essa pessoa", finalizou.
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