Cultura
Você já imaginou um Circuito Cultural em um cemitério? Para muitas pessoas, somente a ideia de atravessar os portões desse espaço desperta de imediato sensações de tristeza, medo e um profundo silêncio, já que o local é sempre visto como um lugar de dor e despedida. Entretanto, em Salvador, o Cemitério Campo Santo, no bairro da Federação, propõe a quebra desse paradigma.
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O circuito cultural, criado em 2007 pela Santa Casa de Misericórdia da Bahia, que administra o cemitério, propõe ao visitante substituir o medo pela curiosidade em explrorar um verdadeiro museu a céu aberto que guarda preciosidades da arte, da arquitetura e da história de Salvador e da Bahia. Quem faz todo o trajeto de forma mais atenta, não encontra apenas túmulos, mas um acervo impressionante com mais de duzentas obras catalogadas. A Capela de Nossa Senhora da Piedade é outro destaque, com seu estilo neogótico, marcado por arcos ogivais, vitrais e uma forte verticalidade.
Linguagem
O circuito apresenta ao visitante uma linguagem secular e ajuda a decifrá-la, uma vez que nada é por acaso:
No Campo Santo estão personalidades como o médico e sanitarista Aristides Maltez, o engenheiro Antônio de Lacerda, responsável pela construção do Elevador Lacerda, e o político Antônio Carlos Magalhães. Castro Alves também foi inicialmente sepultado no local, mas seus restos mortais foram transferidos para a praça que leva seu nome, no Centro Histórico da capital baiana.
O projeto da Santa Casa de Misericórdia da Bahia transforma a dor e a saudade em símbolos de memória no circuito cultural pode ser visitado diariamente, inclusive aos feriados, das 8h às 17h, de forma autônoma, guiado pelos totens informativos espalhados pelo local, ou através de visitas guiadas que podem ser agendadas para grupos.
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