Denúncia

DENÚNCIA: Músico baiano sofre infecção hospitalar após cirurgia e está acamado; mulher relata más condições do hospital

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Conhecido como Madruga, o músico baiano com mais de 30 anos de carreira foi internado no Hospital e hoje vive um pesadelo  |   Bnews - Divulgação Reprodução / Google
Leonardo Oliveira

por Leonardo Oliveira

Publicado em 11/12/2025, às 11h23 - Atualizado às 13h10



Uma denúncia envolvendo abandono e indignação. Bianor Pamponet Filho, conhecido como Madruga, músico baiano com mais de 30 anos de carreira, foi internado no Hospital das Clínicas de Salvador e hoje vive um pesadelo.

A esposa dele, Zenilda Pamponet, denuncia o que chama de “experiência aterrorizante” no atendimento prestado pelo hospital. Segundo Zenilda, o marido deu entrada na unidade no dia 29 de julho para realizar uma cirurgia de revascularização do miocárdio, mas o procedimento resultou em uma série de complicações. 

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Ela afirma que Bianor sofreu um acidente vascular cerebral (AVC) extenso ainda na mesa de cirurgia e, em seguida, contraiu cinco tipos de bactérias durante o período que passou internado na UTI.

“Eu estou aqui para relatar uma triste experiência que eu vivi no Hospital Hupes”, declarou a esposa. “Meu marido foi fazer uma cirurgia e acabou tendo um AVC que o deixou inválido para tudo. Ele não fala, não anda, está acamado há 120 dias. Passou 29 dias na UTI e pegou várias bactérias. Essas infecções levaram a uma pneumonia que colocou a vida dele em risco”, conta.

Queixas sobre higiene e atendimento

A mulher também relatou condições precárias de higiene no hospital. “O quarto que ele ficou, o banheiro fedia, era podre. Eu vi várias situações que são desumanas. Parece um cenário de filme de terror”, disse. De acordo com Zenilda, Bianor chegou ao hospital em boas condições, mesmo com o problema cardíaco, e agora não consegue mais andar nem falar.

“Ele entrou andando livremente, com todas as funções. Vinha de uma turnê de shows, ativo, feliz. Hoje ele está em uma cama e não fala, não se levanta. Quem é que vai pagar por isso?”, questiona a mulher, emocionada. Ela ainda criticou o comportamento do médico responsável pela cirurgia, alegando falta de empatia e descaso.

“O médico responsável, no dia da revisão, nem se aproximou da maca. Nem aferiu a pressão, nem olhou os pontos que ainda estavam por retirar. Apenas me deu bom dia e foi embora. Eu nunca me senti tão humilhada”, declarou.

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Alta hospitalar e abandono

Após permanecer 60 dias internado, Bianor recebeu alta, mesmo mantendo a infecção contraída por várias bactérias. A esposa afirma que o hospital garantiu suporte do home care, mas o atendimento não aconteceu conforme o prometido.

“Quando chegamos em casa, achamos que o home care viria dar assistência. Só apareceram 48 horas depois”, contou. “Disseram que não havia necessidade de cama hospitalar, mas ele acabou caindo da cama e foi parar no HGE. Tivemos que alugar tudo às pressas: cama, cadeira de rodas e cadeira de banho.”

Ela acrescenta que o acompanhamento médico no pós-operatório também foi insuficiente. “Na revisão depois de 30 dias, o médico apenas entrou na sala, deu bom dia, ouviu o relatório e foi embora.

"Pouco depois, as bactérias voltaram e meu marido precisou ser internado novamente, desta vez no Hospital Monte Serrat”, afirmou. Atualmente, Bianor Pamponet Filho está em casa, em estado grave, e, segundo a esposa, “abandonado pelo sistema”. 

Ele se alimenta por sonda, não fala nem se move, e depende integralmente dos cuidados da família. O BNews entrou em contato com Hospital das Clínicas de Salvador (Hupes). Por meio de nota, a instituição não entrou em detalhes sobre as condições estruturais da unidade e nem sobre as alegações da família.

Em seu comunicado, a Hupes informou que "em conformidade com a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), não pode divulgar informações clínicas, administrativas ou assistenciais relacionadas a pacientes, por se tratarem de dados pessoais sensíveis protegidos por sigilo".

Todas as informações sobre o atendimento e a conduta terapêutica são discutidas pelas equipes de atenção à saúde e comunicadas exclusivamente ao paciente ou familiar responsável. O Hupes-UFBA reforça que a Ouvidoria é o canal adequado para registro de pedido de informações e demais necessidades inerentes à relação paciente-hospital", afirmou a instituição por meio de nota enviada ao BNews.

Classificação Indicativa: Livre

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