Denúncia

Sem sorriso! Mulher denuncia clínica por pagar por prótese dentária e nunca recebê-la; entenda

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A mulher decidiu realizar a prótese dentária flexível na unidade e nunca recebeu o produto.  |   Bnews - Divulgação Reprodução / Google Maps
Leonardo Oliveira

por Leonardo Oliveira

Publicado em 27/11/2025, às 18h00



A trancista e professora Floralice dos Santos, conhecida como Flora Albergaria, relatou ao BNews uma denúncia contra a clínica odontológica Vamos Sorrir, localizada na capital baiana. Segundo ela, desde 2024, quando decidiu realizar a prótese dentária flexível na unidade da clínica no bairro de Cajazeiras 10, ela vive situação de indignação, pois pagou pela prótese e nunca a recebeu.

“Em 2024, fiz uma prótese flexível e, na prova, ela machucou minha gengiva. Quando voltei em 2025 para buscar, disseram que já tinham me entregado e o dentista ainda apresentou uma assinatura que não é minha. Nunca recebi a prótese, mesmo tendo pago. Já registrei ocorrência e só quero que a clínica prove essa entrega e resolva a situação”, conta Flora.

A trancista trouxe detalhes sobre como aconteceu. Ela afirma que, após experimentar a prótese em 2024, o aparelho rasgou sua gengiva, o que causou medo e receio. Ela falou com o médico e contou que teve medo de voltar, mas, como precisava dos dentes, foi buscar.

“Eu fui fazer o molde, experimentei pela última vez em 2024, só que rasgou minha gengiva na frente. Eu fiquei com muito medo. A lágrima desceu na hora. Eu falei ao doutor, que na época era Sander. Só que eu fiquei com esse medo de voltar. Eu disse: 'Como estou com os dentes faltando na lateral, eu vou buscar, porque estou precisando, eu trabalho como educadora social, também não posso estar me apresentando faltando o dente, porque toda hora eu tenho que tirar foto', então fui buscar", conta.

A surpresa

Flora Albergaria relata que, ao retornar à clínica para resolver a questão da prótese dentária, foi surpreendida pela acusação do próprio dentista e diretor da unidade, que afirmou já ter entregue o material e que a assinatura dela constava nos registros.

“Quando chego lá, para minha surpresa, o dentista, que também é diretor da clínica, disse que eu já tinha pego e que minha assinatura estava lá.” Em resposta à acusação, ela questionou: “Eu seria muito cara de pau de voltar aqui, caso eu já tivesse pego?”. O diretor insistiu que havia uma assinatura dela, ao que Flora respondeu: “Essa assinatura não é minha”, negando de forma veemente ter recebido a prótese ou assinado qualquer documento nesse sentido.

Ela conta que a assinatura era totalmente diferente da dela. O dentista falou que era digital e borrada, mas ela voltou a questionar. “Eu tenho uma assinatura digital e não é isso. Questionei que eu queria o recibo de entrega. Eles se recusaram a me dar, só mandaram um recibo de pagamento”, conta.

Com o ocorrido, a mulher foi à delegacia prestar queixa. “Fui à delegacia, dei queixa, a delegada me orientou a ir no DPU. Já dei entrada no DPU e está marcado para o dia 12 de dezembro”, conta.

Ela disse que a clínica não deu mais resposta. “Só que a Vamos Sorrir, simplesmente se calou. Foi quando eu comecei a fazer a denúncia e não tem só eu, porque já apareceram outras também com a mesma situação”, conta.

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Indignação e constrangimento

Segundo o relato, a empresa também se recusou a devolver o valor e a fornecer o recibo de pagamento. “Paguei R$ 600 e eles não me deram a prótese, não devolveram o meu dinheiro e, quando questionei pedindo o recibo, o diretor se negou”, contou Flora. Ao ameaçar registrar ocorrência policial, ouviu como resposta uma proposta para “fazer um novo molde”, a qual recusou.

Flora relatou ter se sentido constrangida e acusada injustamente de ter retirado o produto. “Eu quero que eles provem que eu peguei a prótese, que eu assinei aquilo lá. É uma acusação muito grave”, afirmou. Ela acredita que a assinatura de recebimento foi falsificada: “Acho que foram eles mesmos que deram baixa, talvez tenham usado a prótese para outro cliente”.

Além do episódio financeiro, Flora narrou outros problemas enfrentados na mesma clínica. Em um procedimento de extração dentária, disse ter passado mal e precisado de atendimento emergencial: “Saí de lá com a pressão 20. Quase morri, porque ele sabia que o dente estava comprometido e, ainda assim, fez por questão de dinheiro”, declarou.

A trancista destacou se sentir desrespeitada e humilhada durante os atendimentos. “Me constrangeu na frente de todo mundo. Eu, mãe de família, educadora, professora conhecida na área de tranças, não vou me submeter a isso”, disse, emocionada.

Ela também relatou que sua filha, de apenas 5 anos na época, desenvolveu trauma de dentista após um atendimento na mesma unidade: “Foram dois dentistas em cima dela, um segurava, o outro segurava a cabeça. Ela vomitava de nervoso”.

Flora afirmou que já procurou as autoridades competentes e busca o apoio da Defensoria Pública para apurar o caso e comprovar a irregularidade. “Como a delegada falou, eles vão ter que provar”, reforçou.

O que diz a clínica

A clínica Vamos Sorrir, ao ser questionada sobre o caso, informou que "já está em contato diretamente com a paciente para esclarecer todos os pontos". Em nota enviada ao BNews, a clínica ainda comunicou que "segue à disposição para qualquer informação adicional, assim que concluir a apuração interna do caso".

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