Denúncia

Estudantes de universidade baiana denunciam precariedade e reajuste abusivo: "Falta de respeito com o aluno"

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Estudantes de universidade baiana denunciam precariedade na estrutura e no ensino da instituição  |   Bnews - Divulgação Foto: Ilustrativa / FreePik
Natane Ramos

por Natane Ramos

Publicado em 10/12/2025, às 19h16 - Atualizado às 22h16



Nesta quarta-feira (10), estudantes do Centro Universitário Jorge Amado (Unijorge), em Salvador, divulgaram um abaixo-assinado após o anúncio de reajustes na mensalidade para 2026. De acordo com o documento exposto pelos alunos, a instituição estaria cobrando um valor abusivo que seria "incompatível" com a proposta apresentada de tornar a educação superior acessível.

Com um valor de mensalidade que passa dos R$ 800,00, os alunos afirmam que o reajuste ameaça a permanência dos colegas da academia, reforçando que a quantia cobrada não é justa se comparadas às condições do campus, que seriam precárias. Entre os problemas de estrutura citados estão: salas com cheiro de mofo, ar-condicionados quebrados, biblioteca sem climatização, banheiros frequentemente sujos e áreas que apresentam risco e precisam de manutenção.

O abaixo-assinado ainda destaca a falha na qualidade do ensino, revelando problemas com professores que não cumpririam com o esperado de uma educação superior. Além de cobranças frequentes para projetos que pesam ainda mais com o aumento da mensalidade.

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Foto: Print site do abaixo-assinado

No site do abaixo-assinado, foram registradas mais de 3 mil assinaturas com comentários diversos de estudantes indignados com o reajuste e precariedade da instituição. "O reajuste não se justifica diante da própria precariedade da faculdade. Há banheiros sem funcionamento adequado, falta de sabão e papel; a instituição apresenta um odor desagradável de esgoto; bebedouros quebrados; há goteiras em diversos espaços; cadeiras danificadas; e o laboratório de informática sequer possui o pacote Office instalado. Não existe justificativa para esse aumento absurdo", declarou uma aluna. "A Unijorge precisa ter respeito com os alunos! Esse reajuste impossibilita muitos de continuar com seu curso", apontou outro. "Esse aumento é muito superior à inflação. Vai ficar muito custoso para os estudantes esse aumento. Isso implicará em inadimplência e dívidas para os graduandos", disse a terceira pessoa.

"O reajuste de 24% é uma falta de respeito com o aluno e impede muitos de continuarem seus estudos. Nada justifica esse aumento, especialmente considerando os problemas da faculdade, como banheiros que não funcionam, falta de produtos de higiene e falta constante de água para uso e consumo. Em vez de melhorar a infraestrutura, a instituição aplica um aumento desproporcional e injustificável. Os alunos merecem respeito, estrutura adequada e condições dignas de aprendizado, algo que o reajuste não reflete", relatou outro estudante da instituição.

Em nota enviada ao BNews, a Unijorge se manifestou sobre o ocorrido relatando que “realizou o reajuste anual das mensalidades para 2026, conforme previsto em contrato e em consonância com a legislação vigente”. “A atualização busca assegurar a sustentabilidade das operações essenciais da instituição e a continuidade dos serviços oferecidos, incluindo infraestrutura, tecnologia e investimentos permanentes na qualidade acadêmica”, reforçaram.

Confira a nota na íntegra:

“A Unijorge informa que realizou o reajuste anual das mensalidades para 2026, conforme previsto em contrato e em consonância com a legislação vigente. O percentual aplicado considera indicadores oficiais, como a variação do IPCA, além de dados do Boletim Econômico do Instituto SEMESP, que refletem a composição média de custos do setor educacional.

O reajuste varia entre os cursos, de acordo com o custo específico de cada área, respeitando a composição e a necessidade operacional de cada formação.

A atualização busca assegurar a sustentabilidade das operações essenciais da instituição e a continuidade dos serviços oferecidos, incluindo infraestrutura, tecnologia e investimentos permanentes na qualidade acadêmica.”

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