Feriado / Dia Nacional da Consciência Negra

Novembro Negro: Mesa de abertura com Sued Nunes marca estreia do Recôncavo Afro Festival

Diego Silva
O início do Recôncavo Afro Festival foi dado com uma Mesa de Abertura, no Cine Theatro Cachoeirano  |   Bnews - Divulgação Diego Silva
Cauan Borges

por Cauan Borges

cauan.borges@bnews.com.br

Publicado em 22/11/2024, às 06h00



O Dia da Consciência Negra, celebrado na última quarta-feira (20), foi recebido com a estreia do Recôncavo Afro Festival (RAF), evento sediado na cidade de Cachoeira, berço do Recôncavo Baiano. O início do festival foi dado com uma Mesa de Abertura, no Cine Theatro Cachoeirano, com a participação da cantora sapeaçuense Sued Nunes, com mediação da jornalista cachoeirana Luana Souza. 

Autora de sucessos como "Travessia" e "Povoada", Sued mergulhou em suas obras e revisitou suas raízes num debate sobre o tema "O Sagrado Afro Diaspórico escrito nas paredes da música de Sued Nunes". Com a presença da família e da comunidade do recôncavo, a cantora emocionou a todos com um discurso sobre trajetória, territorialidade e inspirações.

Eu acho interessante que as pessoas me perguntem muito quais são as minhas referências musicais. E a música é a nossa vida, é o nosso olhar para o mundo, é além do que a gente ouve. Eu olho o cotidiano, eu olho a minha própria trajetória, eu olho a poesia e a não poesia, eu olho aquilo que precisa ser dito e que é negligenciado...  Tudo isso é uma potência criativa. O Recôncavo me deu esse lugar de sensibilidade para as miudezas, para os detalhes, entender o meu redor, e a partir disso eu descobri as coisas que mexem comigo. O Recôncavo é a cumeeira da minha música", disse a poeta baiana.

A abertura do RAF contou ainda com a inauguração de uma exposição de artes visuais, no Espaço Pouso da Palavra, com exibições de quadros assinados por Ludimila Lima e peças de barro bruto, de Almir Lemos.  A mostra teve curadoria da artista Shai Andrade. 

"Decidimos escolher o elemento terra para a abertura do ciclo de exposições. A Ludimila, que é de Cruz das Almas, trabalha com uma linguagem da pintura, utilizando o barro. Já Almir, de Maragogipinho, domina a cerâmica. O Festival traz essa preocupação também com a ancestralidade, pensando a terra como esse lugar de nascimento do ser humano é um elemento importante para a cultura iorubá", destacou Shai.

O RAF segue até domingo (24) com programação gratuita em Cachoeira e São Félix. As próximas cidades a sediar o evento são Maragogipe, Santo Amaro e Salvador.

Classificação Indicativa: Livre

Facebook Twitter WhatsApp Google News Bnews


Cadastre-se na Newsletter do Bnews (Beta)