Economia & Mercado

“A indústria tem um papel importante nas propostas da COP 29”, diz presidente da FIEB-BA

Divulgação / Valter Pontes - Coperphoto/Sistema FIEB
Presidente da FIEB – BA participará da COP 20, em Baku, no Azerbaijão  |   Bnews - Divulgação Divulgação / Valter Pontes - Coperphoto/Sistema FIEB
Verônica Macedo

por Verônica Macedo

veronica.macedo@bnews.com.br

Publicado em 30/10/2024, às 14h52 - Atualizado às 16h58



Carlos Henrique Passos, presidente da FIEB-BA, confirmou presença na Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas de 2024, também denominada de Conferência das Partes (COP 29). O evento global, este ano, será realizado no continente asiático, em Baku, no Azerbaijão e, em 2025, acontecerá no Brasil, em Belém, no Pará.

Em entrevista exclusiva para o BNews, ele falou sobre a importância da participação da da FIEB - BA na Conferência do Clima 2024.

“A COP 29 vai debater o avanço da agenda de adaptação à mudança do clima, a operação do mercado global de carbono e como será feito o financiamento climático pelos países. A indústria tem um papel importante nestas conversas e, por meio da CNI (Confederação Nacional da Indústria), que tem mobilizado as federações, temos abordado estas questões”.

De acordo com o gestor da Federação, a organização do sistema industrial brasileiro poderá dar a sua contribuição nesse processo, pois tem vários projetos em andamento no estado, que podem apontar caminhos.

“Um exemplo é a perspectiva de implantação da primeira fábrica de hidrogênio verde e o potencial natural baiano para a produção de energia eólica e solar, que serão insumos importantes na produção de energia limpa. Atualmente, o setor de energia eólica e solar na Bahia é um dos que mais crescem no estado”, revelou Passos.

Segundo o presidente da FIEB na Bahia, o objetivo da Federação em participar do evento global é por acreditar que o estado tem muito a contribuir, compartilhando as experiências regionais.

“Um dos temas cruciais da pauta da COP30, que será realizada em 2025 no Brasil, é avançar nas discussões em torno do financiamento climático e na adaptação à mudança do clima, problema que tem afetado o Brasil e o mundo com eventos climáticos extremos. Neste sentido, a mobilização do setor industrial tem sido fundamental para o Brasil avançar no alcance das metas estabelecidas no Acordo de Paris, que é a redução em 48% das emissões de gases de efeito estufa (GEE) em 2025, e em 53% até 2030 em relação a 2005”, explicou.

Ele também esclareceu, durante a entrevista, quais são as propostas que a FIEB - BA está levando para discutir no evento mundial, em Baku.

“Seguimos a estratégia estabelecida pela CNI, que é focada em quatro pilares: transição energética, mercado de carbono, economia circular e bioeconomia e conservação florestal.  A CNI preparou o documento a ‘Visão da Indústria para a COP29’, que detalha qual será o nosso papel na agenda do clima. Estamos alinhados com as metas do Acordo de Paris, considerando as especificidades regionais. Vale destacar que, na questão da transição energética, a Bahia é uma referência no país pelo seu potencial natural eólico e solar”.

E concluiu: “Para a indústria, as prioridades são: a criação de incentivos fiscais e regulatórios para empresas que investem em projetos de adaptação às mudanças climáticas; a formação de Parcerias Público-Privadas (PPPs) entre governos municipais, estaduais e a indústria para o desenvolvimento de projetos conjuntos de adaptação. Vamos precisar de infraestrutura verde, redes de energia resilientes e da criação de fundos internacionais dedicados especificamente à adaptação industrial. O objetivo é financiar a adaptação das operações industriais e projetos que beneficiem diretamente as cidades e os setores onde as indústrias atuam”.

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