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Angelo Coronel defende corte linear no orçamento de 2025 e destaca crise na segurança pública

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Parlamentar será o relator da Lei Orçamentária Anual (LOA) do próximo ano  |   Bnews - Divulgação Reprodução / Youtube
Adelia Felix

por Adelia Felix

adeliafelix@bnews.com.br

Publicado em 15/10/2024, às 07h56 - Atualizado às 08h10



O senador Angelo Coronel (PSD) foi entrevistado nesta segunda-feira (14) pelo Podzé, podcast do apresentador Zé Eduardo. Durante a conversa, o parlamentar, que será o relator da Lei Orçamentária Anual (LOA) do próximo ano, foi questionado sobre possíveis cortes no orçamento.

Segundo o senador, o orçamento deve chegar às suas mãos nesta semana, devido ao período eleitoral. Ele afirmou que será feito um corte linear, que consiste em uma redução igualitária em todos os itens orçamentários, para que, a partir daí, seja possível designar os relatores setoriais. Os relatores, segundo o senador, poderão, então, acrescentar recursos a algumas rubricas que realmente necessitam de mais investimentos.

“Se não fizermos um corte linear, fica difícil ampliar, por exemplo, as escolas técnicas, as faculdades universitárias e os investimentos na saúde. Para evitar conflitos no pré-orçamento, o que pretendo fazer é um corte linear. Depois, vamos focar nas áreas de saúde, educação e segurança pública, para contemplar ao máximo todas as áreas da República. Temos um problema sério com a segurança pública, e quero me debruçar com mais atenção sobre isso, pois estamos vivendo uma crise de segurança no Brasil. Precisamos equipar nossas forças para proporcionar mais tranquilidade à sociedade brasileira, especialmente à baiana. É claro que temos outras áreas cruciais, como saúde e educação, que também são prioritárias, e vamos destinar mais recursos para que esses ministérios atendam bem à população”, explicou.

Na ocasião, a jornalista Carolina Papa destacou que a oposição na Bahia tem levantado muitas questões sobre a segurança. Ela perguntou como o Senado está contribuindo para a Bahia nesse aspecto, tanto em termos de recursos quanto em outras iniciativas.

Coronel respondeu que o primeiro passo é equipar as forças de segurança nos estados e as guardas municipais, já que o banditismo cresce a cada dia. Ele destacou que, sem o devido equipamento, como blindagem de veículos e coletes à prova de balas, os policiais não terão coragem de sair às ruas para defender a sociedade.

“Se o policial chega com uma arma pequena, enquanto o criminoso está armado com um fuzil, ele não vai conseguir enfrentar essa situação. É preciso garantir que os policiais tenham condições adequadas para atuar”, avaliou.

Coronel enfatizou ainda que o problema do banditismo é estrutural e que a falta de oportunidades para a juventude contribui para que muitos jovens entrem no mundo do crime. Ele exemplificou a situação de uma jovem que, sem trabalho e sem opções, acaba sendo atraída para atividades ilícitas.

“Precisamos mudar a estrutura no Brasil, não apenas implementar medidas paliativas como equipar a polícia com armamentos. É uma questão que exige uma abordagem mais profunda.”

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