Economia & Mercado

Artista baiano reforça turismo cultural ao projetar arte do Pelourinho para o exterior e reforçar economia criativa

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Economia criativa e mercado brasileiro de artes plásticas movimentam cerca de US$ 66,9 bilhões  |   Bnews - Divulgação Reprodução l Redes Sociais
Verônica Macedo

por Verônica Macedo

veronica.macedo@bnews.com.br

Publicado em 17/12/2025, às 13h47 - Atualizado às 13h58



A economia criativa e o mercado brasileiro de artes plásticas movimentam cerca de US$ 66,9 bilhões e emprega mais de 5,28 milhões de pessoas, segundo pesquisa da Artsy. Ainda de acordo com o levantamento, a renda média de seus profissionais é quase três vezes superior à média nacional, mas a informalidade e a concentração regional limitam seu alcance. É nesse ínterim que artistas de renome e suas galerias fazem a diferença ao gerar empregos, através de eventos, exposições, impactando, assim, diretamente e indiretamente, o setor turístico, principalmente de cidades litorâneas, como é o caso de Salvador.

Exposições realizadas na capital baiana têm se consolidado como um dos vetores do turismo cultural e de eventos da cidade, projetando a identidade baiana no cenário internacional. Desde nomes históricos como Carybé e Mário Cravo Jr., a arte produzida por baianos como Bel Borba, Calasans Neto e Carlos Bastos vem atraindo visitantes interessados em experiências culturais que vão além do turismo tradicional e dos eventos rotineiros do mercado. Esta semana, esse movimento ganhou mais um capítulo com a exposição do artista plástico baiano Menelaw Sete, que reuniu público internacional na cidade.

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A mostra, realizada em Salvador, reforçou o papel da primeira capital do Brasil como destino de turismo cultural e de eventos da economia criativa ao reunir colecionadores, artistas e convidados estrangeiros interessados na produção contemporânea brasileira. Reconhecido nacional e internacionalmente, o artista apresentou obras que integram coleções privadas no Brasil e na Europa, evidenciando uma trajetória que ultrapassa fronteiras e tem na Bahia sua base.

A relação de Menelaw Sete com o Pelourinho, um dos principais cartões-postais de Salvador e patrimônio histórico reconhecido mundialmente, faz parte da construção dessa trajetória que vem consolidando cada vez mais a capital baiana como celeiro das artes plásticas. Foi no Centro Histórico que o artista instalou seu primeiro ateliê, estabelecendo uma conexão direta entre sua produção artística e um dos principais polos culturais e turísticos da cidade, hoje frequentado por visitantes de diferentes partes do mundo.

O evento reuniu personalidades do meio artístico e cultural, colecionadores, convidados brasileiros e estrangeiros, funcionando como espaço de intercâmbio entre arte, cultura e turismo. Entre os presentes esteve Giovanni Pisanu, ex-cônsul da Itália no Brasil, colecionador de obras de Menelaw Sete e responsável por levar trabalhos do artista a salões e encontros de arte na Itália, ampliando a visibilidade da arte baiana no circuito europeu.

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