Economia & Mercado

Bahia não se rende ao tarifaço e se destaca nas exportações para os EUA; entenda

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Levantamento aponta impactos do tarifaço nas exportações baianas  |   Bnews - Divulgação Divulgação / Freepik
Vagner Ferreira

por Vagner Ferreira

Publicado em 10/09/2025, às 12h36



A Federação das Indústrias do Estado da Bahia (FIEB) realizou um levantamento, com foco na Bahia, sobre os impactos do tarifaço imposto pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre os produtos brasileiros. Os dados apontam impactos significativos sobre setores estratégicos da economia baiana, sobretudo dos que foram sobretaxados.

As exportações totais da Bahia registraram queda de 19,4%, passando de US$ 934,6 milhões para US$ 753,7 milhões, em comparação com o desempenho de julho e agosto de 2025. No entanto, em relação a Bahia, os resultados apresentaram aumento de 9,8% no mesmo período, atingindo US$ 64,1 milhões.

A alta foi impulsionada por itens isentos de sobretaxa (+136,7%), ante recuo (-42,8%) dos produtos afetados pelo tarifaço – sendo eles, manteiga de cacau, celulose, magnésia calcinada, ferroligas e calçados. No geral, seis produtos baianos tiveram suas exportações totalmente interrompidas, sobretudo nos setores químico/petroquímico, metalúrgico e de alimentos.

Por outro lado, mangas e pneus para ônibus registraram aumento nas exportações, mesmo com tarifas elevadas. Já na comparação dos 12 meses contados em agosto, as exportações baianas contaram com quedas de 35,7%, enquanto as vendas para os EUA recuaram 11,6%.

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