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Banco Central prepara 'evolução' no PIX para o próximo ano; veja novidades previstas

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PIX permitiu que milhões de pessoas pudessem ter acesso ao sistema financeiro  |   Bnews - Divulgação Bruno Peres/Agência Brasil
Redação Bnews

por Redação Bnews

redacao@bnews.com.br

Publicado em 03/04/2026, às 16h23



Uma ferramenta bastante útil para o sistema financeiro brasileiro, o Pix completa mais de 5 anos de existência, e o Banco Central (BC) segue trabalhando para aperfeiçoá-lo. As informações são do G1.

Inaugurada em 2020, a plataforma foi criticada na última quarta-feira (1º) pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, alegando que a ferramenta seria prejudicial a empresas como Visa e Mastercard. Por conta disso, o BC pretende trazer novidades para a modalidade de pagamento e transferência de valores ainda em 2026. São elas:

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Cobrança Híbrida: inserção no regulamento do PIX da possibilidade de pagamento, por meio do QR code, de uma cobrança que também apresenta a possibilidade de pagamento por meio do arranjo de boleto.

Duplicata: funcionalidade para permitir o pagamento de duplicatas escriturais (títulos de crédito) via PIX, facilitando a antecipação de recebíveis, com informações atualizadas em tempo real, reduzindo custos operacionais. A medida visa ser uma alternativa aos boletos bancários.

Split tributário: adequar a ferramenta, até o fim do ano, ao sistema de pagamento de impostos em tempo real que vem sendo desenvolvido pela Receita Federal no âmbito da reforma tributária sobre o consumo.

Para 2027, o Banco Central analisa as seguintes mudanças:

PIX internacional: modalidade aceita em alguns países, como Argentina, Estados Unidos (Miami e Orlando) e Portugal (Lisboa), entre outros. A instituição financeira aponta que o formato atual de utilização do PIX, em outros países, é "parcial", focada em estabelecimentos específicos. A ideia é que os pagamentos entre países distintos possam ser feitos de forma definitiva. O objetivo é interligar sistemas de pagamento instantâneos.

PIX em garantia: será um tipo crédito consignado para trabalhadores autônomos e empreendedores do setor privado. A proposta é que esses trabalhadores possam dar, em garantia de empréstimos bancários, "recebíveis futuros", ou seja, transferências que irão receber por meio do PIX — possibilitando a liberação dos recursos e juros mais acessíveis.

PIX por aproximação (modelo offline): ideia é permitir o pagamento por aproximação mesmo que o usuário não esteja com seu dispositivo conectado, ou seja, ligado à rede por Wi-Fi ou 5G.

O Banco Central também discute lançar, no futuro, o chamado PIX Parcelado, que será uma alternativa para 60 milhões de pessoas que não têm acesso ao cartão de crédito.

No ano passado, o PIX registrou R$ 35,36 trilhões em transferências, um novo recorde. Essa nova modalidade do uso de dinheiro permitiu a inclusão de milhões de pessoas no sistema financeiro.

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