Economia & Mercado
por Vagner Ferreira
Publicado em 09/11/2025, às 17h32
As discussões na Cúpula dos Líderes – que antecede a 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (COP30), em Belém, no Pará – perderam destaques para um fator externo: o preço das comidas cobradas pelo evento.
A dona de um dos quiosques, Petra Marron, da Padaria Verderosa, explica, por sua vez, que os valores são consequências de altas taxas pagas para trabalhar no local. “A gente está pagando aluguel para a secretaria que faz toda essa disponibilização do espaço de 280 dólares por metro quadrado. Como o nosso estande é de 15 metros, a gente paga 4.200 dólares para estar aqui, que equivale a quase 23 mil reais pelo período”, disse ao portal Amazônia no Ar.
Petra ressalta, ainda, outras exigências: “A gente não pode entrar com um carro particular e precisa de um apropriado para o transporte de alimentos, além de ter que ter uma consultoria com uma nutricionista para fazer toda a verificação, checagem e testes dos insumos que serão utilizados para comprovar que não há nenhuma contaminação. Aí foi outro custo”, continuou.
Segundo ela, foi necessário disponibilizar uma equipe de oito pessoas para garantir o funcionamento do quiosque durante toda a operação, que acontece das 7h às 22h. Todos os funcionários foram contratados dentro das normas da legislação trabalhista vigente, o que, segundo a empresária, representa um custo elevado. Ainda assim, ela afirma não considerar os valores cobrados abusivos.
“A gente teve que aumentar, obviamente, os preços, mas eles ainda assim são preços pagáveis diante de todos esses custos que são necessários para que a gente esteja operando aqui”, explicou.
De acordo com a reportagem, os preços praticados no local seguem a tendência de aumento observada durante o evento, mas sem exageros. O café, por exemplo, era vendido por R$ 16, o chocolate quente por R$ 20 e os salgados variavam entre R$ 29 e R$ 32. Apesar de mais altos que os valores habituais, os comerciantes afirmaram que os reajustes não foram considerados abusivos, mas sim uma forma de equilibrar os custos operacionais durante o período da conferência.
“Esse preço é, com certeza, mais caro do que a gente pratica, mas a gente não está esperando ficar milionário vendendo na COP, a gente está fazendo o que é possível diante das circunstâncias”, afirmou Petra.
Assista entrevista:
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