Economia & Mercado
Publicado em 19/03/2025, às 09h22 Publicado por Vagner Ferreira
A Agência Nacional de Mineração (ANM) discutiu, nesta semana, temática envolvendo a mineração artesanal de ouro, em uma agenda que aconteceu em Toronto, no Canadá, promovida pelo Fórum Intergovernamental sobre Mineração, Minerais, Metais e Desenvolvimento Sustentável (IGF), pelo Banco Mundial, pelo Conselho Mundial do Ouro, e algumas instituições.
De acordo com dados do IGF, 20% do ouro extraído no mundo é produzido pela mineração de ouro artesanal e de pequena escala. Os demais operam informalmente, ligados, até mesmo, às atividades ilícitas.
O diretor geral da ANM, Mauro Sousa, ressaltou que a atividade em volta da exploração de minerais tem grande relevância na questão econômica do país e que a agência está comprometida no combate das práticas ilegais do setor. Segundo ele, a região da Amazônia é a área que mais contém ilegalidade na mineração de ouro.
“O problema não está somente na questão ambiental, a mineração ilegal no país opera dentro de uma rede criminosa complexa que envolve: lavagem de dinheiro, invasão de terras indígenas e áreas protegidas, financiamento de organizações criminosas, dentre outras ações”, disse Souza, conforme o portal do Gov, na área do Ministério de Minas e Energia.
“Devemos estabelecer mecanismos efetivos de cooperação, envolvendo o intercâmbio de informação sobre fluxos financeiros suspeitos; o compartilhamento de tecnologias de monitoramento e fiscalização; a harmonização de marcos regulatórios, em particular sobre o uso do mercúrio; e o desenvolvimento de protocolos conjuntos de ação em zonas de fronteira”, continuou, destacando que a cooperação internacional é fundamental para o processo.
Para o diretor, a questão não é apenas uma questão ambiental ou econômica, mas uma prioridade que envolve segurança e justiça social, e assim, deve contar com discussões constantes entre os países.
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