Economia & Mercado
por Vagner Ferreira
Publicado em 28/12/2025, às 06h00
Com a alta da demanda por passagens aéreas e hospedagens e o aumento do gasto médio dos turistas, planejar uma viagem econômica se tornou essencial para quem não quer comprometer o orçamento. Seja para curtir férias, feriados prolongados ou escapadas de fim de semana, pequenas estratégias podem fazer grande diferença nos custos.
O economista e vice-presidente do Conselho Regional de Economia da Bahia (Corecon-BA), Edval Landulfo, recomenda que as famílias planejem suas viagens com atenção, definindo os destinos com antecedência para avaliar o custo-benefício:
“É recomendável pesquisar com pelo menos três meses de antecedência, ou até mais. Eu, por exemplo, faço de seis a nove meses antes, pois as passagens podem ter preços promocionais. É sempre bom fazer uma pesquisa prévia para ter um parâmetro de valores para a viagem”, apontou.
Ele destaca a importância de considerar transporte, estadia e alimentação, além de planejar a duração da viagem para evitar surpresas no orçamento. Para quem não pode gastar muito, Landulfo sugere alternativas próximas, como explorar regiões do próprio estado.
“Se a pessoa não tem dinheiro agora para viajar para outro estado, pode ver a questão da nossa ilha aqui de Itaparica, toda aquela região, ou a possibilidade da linha verde. Então, esse planejamento é ideal: definir a região que quer usufruir, se é mais litoral ou mais interior, se vai de carro, alugado ou ônibus”, recomenda.
Na hora de comprar passagens aéreas, o economista orienta pesquisar nos sites oficiais das companhias ou em plataformas conhecidas para evitar golpes. “Temos tantos sites, como os mais falados, Decolar e outros, que são mais seguros. Eu, por exemplo, dou uma dica: sempre vou nesses sites e depois verifico se encontro na companhia um valor parecido ou até mais em conta, porque essas empresas têm parceria. Quem compra com antecedência pega os melhores trechos e preços, por isso é importante pesquisar com antecedência.”
Landulfo lembra também que é fundamental prestar atenção nas condições de bagagem, já tendo definição se vai levar apenas bagagem de mão ou outro tipo de mala, pois há cobrança extra para as despachadas. Ele alerta para organizar bem o que será levado, evitando excesso, e seguir as orientações das companhias aéreas, chegando ao aeroporto com antecedência para não ter problemas no embarque.
O economista orienta também sobre como escolher hospedagem de forma estratégica, equilibrando preço, localização e conforto. “A pessoa quer conforto, mas ao mesmo tempo pagar um preço justo. Então é importante olhar não só hotel, mas também pousada e aplicativos como Airbnb, dependendo da cidade”, diz.
O profissional ressalta que ficar próximo do centro ou de áreas de interesse permite deslocamentos mais rápidos e evita gastos extras com transporte, principalmente para quem pretende consumir bebidas alcoólicas.
“Se você já fica mais próximo do centro da cidade, vai gastar menos com transporte. Também é importante definir os passeios que fará, se vai fazer tour pela cidade, trilhas ou atividades específicas. Esse planejamento ajuda a controlar os gastos e aproveitar melhor a viagem”, explicou.
Para hotéis-fazenda ou hospedagens mais afastadas, recomenda avaliar se a maior parte do tempo será aproveitada no local, considerando o custo-benefício. Além disso, Landulfo sugere analisar fotos e avaliações disponíveis nos sites ou nos próprios estabelecimentos.
“É sempre bom olhar essas avaliações, porque as pessoas comentam sobre conforto, limpeza e gentileza do anfitrião, seja hotel, pousada ou Airbnb. Tudo isso ajuda a fazer uma escolha estratégica e ter férias mais aproveitáveis”, recomenda.
Para reduzir custos com alimentação, transporte e passeios, Landulfo aponta que hotéis, pousadas e Airbnb permitem armazenar alimentos, o que ajuda a economizar. “O ideal é que a pessoa compre água mineral, lanches, bebidas alcoólicas e não alcoólicas, tudo que puder colocar na geladeira e armazenar no próprio local. No Airbnb, por exemplo, é possível preparar café da manhã, almoço ou jantar, dependendo da estrutura disponível. Isso permite que a família economize sem abrir mão do que gosta de consumir”, sugere.
Ele ressalta que organizar as refeições de acordo com o perfil da família faz diferença. “Algumas preferem cozinhar parte das refeições, enquanto outras optam por experimentar a gastronomia local, combinando economia e experiência”, comenta.
O economista alerta, ainda, que o principal erro é gastar sem planejar. Muitas pessoas acabam usando o cartão de crédito, parcelando despesas e achando que estão dentro do orçamento, mas sem planejamento isso não é possível. “Planejamento é essencial para já saber quanto dispor de gastar naquele momento ou de colocar no crédito”.
Também destaca a importância de estabelecer quanto se pode gastar por dia e ajustar isso caso ocorram gastos extras. “Se fez isso num dia e extrapolou, no outro dia tem que ter o ajuste, evitar fazer os outros passeios naquele mesmo valor, para não ter esse descompasso entre o planejado e o executado”, explica ele.
“Se deixar a emoção tomar conta, os gastos vão crescer a cada dia porque é a melhor estação do ano, então as pessoas tendem a exagerar em tudo, seja no consumo de alimentos, bebidas, passeios e tempo de estadias”, concluiu.
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