Economia & Mercado

Brasil se pronuncia em reunião mundial sobre taxação dos EUA e recebe apoio de 40 governos; entenda

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Representantes brasileiros aproveitaram reunião da Organização Mundial do Comércio (OMC) para criticar tarifaço  |   Bnews - Divulgação Divulgação / Freepik
Vagner Ferreira

por Vagner Ferreira

Publicado em 23/07/2025, às 13h05



O Brasil aproveitou a reunião da Organização Mundial do Comércio (OMC) para atacar o tarifaço de 50% imposto pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. De acordo com informações do portal Uol, o governo brasileiro ganhou apoio de outras 40 nações, como Rússia, Índia, China, UE e Canadá. Integrantes norte-americanos, por sua vez, alegaram que a medida tenta fazer com que os países cumpram com regras internacionais.

Representantes do governo brasileiro disseram que o tarifaço foi aplicado para interferir em assuntos internos dos países e afirmaram que a medida é uma ameaça ao sistema internacional.

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"As negociações baseadas em jogos de poder são um atalho perigoso para a instabilidade e a guerra", disse o Secretário de Assuntos Econômicos e Financeiros do Itamaraty, embaixador Philip Fox-Drummond Gough, segundo a reportagem. "Diante da ameaça de fragmentação, a defesa consistente do multilateralismo é o caminho a ser seguido", continuou.

Gough alertou que tarifas arbitrárias, anunciadas e implementadas de forma caótica, desestruturam cadeias globais de valor e advertiu que essas tarifas correm o risco de lançar a economia mundial em uma espiral de preços altos e estagnação, sem mencionar Trump diretamente. Ainda, representantes brasileiros ressaltaram que medidas unilaterais violam princípios fundamentais. 

"Juntamente com as ações deliberadas que resultaram na paralisação do sistema de solução de controvérsias da OMC, elas correm o risco de permitir que o comércio global seja novamente governado pela dinâmica do poder, criando desequilíbrios em detrimento, principalmente, dos países em desenvolvimento", disse o embaixador, segundo reportagem. 

"Continuaremos a priorizar soluções negociadas e a confiar nas boas relações diplomáticas e comerciais. Se as negociações fracassarem, recorreremos a todos os meios legais disponíveis para defender nossa economia e nosso povo, o que inclui o sistema de solução de controvérsias da OMC", concluiu ele.

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