Economia & Mercado
Não é segredo que os preços do automóveis no exterior são muito mais em conta do que os praticados no Brasil, independente do modelo do veículo ou da marca. Agora, um novo caso que deixa claro essa diferênça chamou atenção após medida adotada pela BYD, montadora recém-chegada nas estradas brasileiras.
Como estratégia de estimular as vendas na China, devido ao quadro desfavorável, a empresa anunciou reduções de até 34% nos preços. Um modelo específico, o hatchback Seagull, chegou a ter redução de 20%, o que fez o preço despencar para 55.800 yuans, que equivale a cerca de 7.780 dólares.

Mas, se o nome do modelo pareceu incomum para os motoristas brasileiros, trata-se do mesmo Dolphin Mini, como foi intitulado por aqui. Além do nome, o que é bastante diferente no Brasil é o preço. Isso porque o mesmo veículo é comercializado a partir de R$ 118.800 na versão de quatro lugares e R$ 122.800 para a versão de cinco lugares.
O modelo foi lançado originalmente na China, em 2023, e chegou a ser um sucesso de vendas, com mais de 200 mil unidades produzidas em menos de um ano. Por lá, já chamava atenção em caráter mundial por custar menos de US$ 10 mil e agora se consagra como o carro mais barato da marca.
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Por que os carros no Brasil são mais caros do que no exterior?
Uma série de fatores faz com que os veículos comercializados no Brasil tenham preço muito acima do que em outros países. Desde a alta carga tributária até o chamado "custo Brasil", que nada mais é que um conjunto de conjunto de dificuldades estruturais, burocráticas, logísticas e econômicas que aumentam os custos para empresas que operam no país.
Mas, falando de custos diretos, no Brasil os diversos tributos aplicados atingem diretamente o preço a ser cobrado para o consumidor final. Impostos como o IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados), o ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços), o PIS/COFINS e, no caso de carros importados, o Imposto de Importação, podem representar uma parcela muito expressiva do valor final de um automóvel. Em alguns casos, esses tributos juntos podem elevar o preço do carro em mais de 40%.
Outro fator levado em consideração é a baixa concorrência entre montadoras, a produção em pequena escala e a dependência de peças importadas (afetadas pelo câmbio). Além disso, mesmo os carros fabricados no Brasil usam componentes importados, e quando o real se desvaloriza frente ao dólar ou ao euro, esses insumos ficam mais caros.
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Tiago Di Araújo
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