Economia & Mercado

Clientes estão vulneráveis? Nubank sofre rebaixamento em ranking de instituições financeiras e risco sobre banco é exposto; entenda

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O banco teve a recomendação das ações da fintech reduzidas pelo Citi, além de exposição de riscos relacionados ao crescimento da carteira de crédito  |   Bnews - Divulgação Divulgação
Tiago Di Araújo

por Tiago Di Araújo

tiago@bnews.com.br

Publicado em 16/06/2026, às 11h06



O Nubank entrou no radar do mercado financeiro após uma nova avaliação do banco Citi, que reduziu a recomendação das ações da fintech e apontou riscos relacionados ao crescimento da carteira de crédito da instituição. A análise acontece poucos dias depois de outro episódio que gerou preocupação entre clientes: o envio equivocado de mensagens sobre uma suposta liquidação extrajudicial do banco.

Segundo informações do jornal Estadão, o Citi rebaixou a recomendação dos papéis do Nubank de “compra” para “neutra” e reduziu o preço-alvo das ações de US$ 18 para US$ 13. Para os analistas, a fintech ainda possui potencial de crescimento, mas enfrenta novos desafios para manter o ritmo de expansão.

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O principal alerta está relacionado à forte dependência do crédito. De acordo com a análise, cerca de 60% da receita média gerada por cliente do Nubank já vem de produtos de crédito, o que aumenta a exposição da empresa a mudanças no comportamento dos consumidores e no cenário econômico.

O ponto que mais chamou atenção dos especialistas foi o avanço do chamado crédito consignado privado, modalidade em que as parcelas são descontadas diretamente da folha de pagamento do trabalhador.

Na avaliação do Citi, o crescimento desse tipo de empréstimo pode alterar a prioridade dos pagamentos feitos pelos clientes. Como o consignado costuma ter desconto automático, outras dívidas — como cartão de crédito e empréstimos pessoais — podem perder espaço no orçamento dos consumidores.

Atualmente, a maior parte da carteira de crédito do Nubank é formada por operações sem garantia. Segundo o levantamento citado pelo banco, cerca de 96% da carteira está concentrada nesse modelo, sendo 82% em cartões e 14% em empréstimos pessoais.

O Citi reconhece que o Nubank tem uma ampla base de clientes e uma marca consolidada no mercado, mas avalia que a fintech pode estar mais exposta aos impactos dessa mudança no comportamento de crédito.

A revisão também levou o banco a reduzir projeções de lucro para os próximos anos e diminuir expectativas de retorno sobre patrimônio. A análise questiona se a instituição conseguirá continuar crescendo no mesmo ritmo sem aumentar os riscos ou comprometer parte da rentabilidade.

Mensagem sobre “falência” assustou clientes

A avaliação negativa do mercado ocorre após um episódio que provocou apreensão entre usuários do Nubank. Na última semana, clientes receberam um e-mail informando, de forma equivocada, uma suposta liquidação extrajudicial determinada pelo Banco Central.

A mensagem afirmava que os ativos da instituição deixariam de circular e orientava clientes a buscar ressarcimento pelo Fundo Garantidor de Créditos (FGC), com limite de até R$ 250 mil.

O Nubank afirmou que o comunicado foi enviado por causa de uma falha operacional interna e reforçou que o banco segue funcionando normalmente.

A cofundadora da empresa, Cristina Junqueira, classificou o episódio como “bizarro” e explicou que o erro aconteceu após um procedimento interno de tecnologia ativar, de forma acidental, um protocolo criado para situações extremas.

“Cara, bizarro mesmo, mas foi isso mesmo, um erro operacional. Uma pessoa que submeteu um PR que acabou acidentalmente ativando o protocolo que existe quando algo assim acontece”, afirmou a executiva nas redes sociais.

Segundo ela, apenas uma parcela pequena da base de clientes recebeu a mensagem, mas a empresa reconheceu o impacto causado e pediu desculpas.

Apesar dos episódios recentes, o Nubank afirmou que mantém suas operações regulares e que não houve qualquer alteração em sua situação junto ao Banco Central.

Classificação Indicativa: Livre

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