Economia & Mercado
por Antonio Dilson Neto
Publicado em 16/04/2026, às 16h32
A guerra entre os Estados Unidos e o Irã começou a asfixiar o setor aéreo global e o reflexo já chegou ao bolso dos passageiros. Com a escalada da guerra, companhias aéreas foram obrigadas a disparar os preços das passagens e cortar rotas.
Agora, o medo é que os aviões fiquem no chão por falta de combustível, especialmente na Europa. A Ryanair, companhia conhecida pelas passagens de baixo custo, admitiu que seus fornecedores só conseguem garantir o abastecimento até o mês de maio.
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O problema central é o bloqueio no Estreito de Ormuz, uma rota marítima estratégica na costa sul do Irã. Se os navios petroleiros não voltarem a circular normalmente até junho, o risco de desabastecimento em grandes aeroportos europeus é iminente.
O Irã tem travado o envio de petróleo bruto e combustível pelo estreito. A situação piorou após o fracasso das negociações de paz no último fim de semana, o que levou os Estados Unidos a imporem um bloqueio severo contra as exportações iranianas. Em resposta, o governo do Irã ameaçou paralisar o comércio em toda a região.
A Europa é a região mais atingida pela crise, já que depende do Estreito de Ormuz para receber 41% de todo o seu combustível de aviação. Segundo dados do Macquarie Group, a África também está na linha de frente, com 36% de suas importações passando pelo trecho bloqueado.
De acordo com o índice Platts Jet Fuel, os preços globais do combustível de aviação já estão 80% mais caros do que antes da guerra.
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