Economia & Mercado
por Vagner Ferreira
Publicado em 15/09/2025, às 10h39
O Itaú Unibanco demitiu cerca de mil pessoas de uma única vez por baixa produtividade, conforme aponta o Sindicato dos Bancários e Financiários de São Paulo, Osasco e Região. De acordo com o Intercept, a instituição utilizou de um programa que vigiava os funcionários para o monitoramento de atividade das máquinas de trabalho. No entanto, esse controle não foi avisado aos funcionários, podendo ter ocorrido de forma irregular.
A demissão em massa vai de contra aos índices atuais divulgados pelo próprio Itaú. No início do ano, a instituição tinha apresentado um lucro líquido de R$ 40,2 bilhões, considerado o maior da história quanto listado na bolsa por uma empresa do segmento. O segundo trimestre fechou em 2025 com um lucro líquido de R$ 11,5 bilhões, um aumento de 14,3% quando comparado ao mesmo período do ano anterior. Ainda, parte dos funcionários receberam promoção recentemente.
O software de monitoramento utilizado pelo Itaú era o xOne, da empresa Arctica – que informou da venda do serviço, segundo indica a reportagem. A própria companhia confirmou que realizava o monitoramento do uso do mouse e teclado dos trabalhadores, e, possivelmente, por quatro meses. Os demitidos afirmaram que não tiveram feedbacks e nem oportunidade para se justificar.
“É fundamental ressaltar que o monitoramento adotado pelo Itaú não considera exclusivamente o uso de mouse ou teclado como métricas de aderência digital”, disse a empresa ao Intercept.
O contrato de trabalho diz que “as ferramentas de trabalho são monitoradas e as informações relacionadas ao trabalho são de propriedade da empresa”. Contudo, vale ressaltar, que não continha nenhuma menção a um monitoramento mais detalhado, como voltado para o mouse ou do teclado, conforme diz a reportagem.
Clique aqui e se inscreva no canal do BNews no Youtube
Classificação Indicativa: Livre
som poderoso
Imperdível
Smartwatch barato
Limpeza inteligente
copa chegando