Economia & Mercado
por Vagner Ferreira
Publicado em 02/12/2025, às 10h47
Apesar da grave crise financeira, os Correios estão próximos de obter um empréstimo emergencial de R$ 20 bilhões com um consórcio de bancos, tendo a União como avalista. Porém, o custo elevado do crédito gera dúvidas entre analistas sobre a capacidade de pagamento da estatal e a transparência da operação.
De acordo com o portal Valor, o Conselho de Administração dos Correios aprovou no último sábado (29), a contratação do empréstimo, após avaliar propostas enviadas pelos bancos: Banco do Brasil, Citibank, BTG Pactual, ABC Brasil e Safra. A operação, porém, só será concluída com o aval do Tesouro Nacional, já que a União será a garantidora do crédito.
O governo estuda mudar o decreto 12.500/2025 para permitir que a União dê garantia ao empréstimo de R$ 20 bilhões, mesmo que a operação tenha juros acima do limite de 120% do CDI normalmente adotado pelo Tesouro. A referência utilizada pelo Comitê de Garantias do Tesouro Nacional é de 120% do CDI.
A nova taxa negociada pelos bancos segue próxima dos 136% do CDI, percentual oferecido na proposta inicial meses atrás, mas ficou abaixo desse nível. Em contrapartida, as instituições financeiras aceitaram reduzir exigências consideradas incomuns para operações com garantia da União, como a demanda por lucro mínimo ou por recebíveis futuros, segundo aponta a reportagem.
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