Economia & Mercado
Credores da Odebrecht enxergam um excessivo favorecimento ao BTG como razão para questionar o novo plano de recuperação judicial da empresa, aprovado em 7 de fevereiro. O BTG será o financiador âncora da empreiteira, segundo apurou o site 'O Bastidor'- o favorecimento ao banco também provocou a anulação do acorde de recuperação anterior pela Justiça de São Paulo.
Ainda segundo 'O Bastidor', duas petições foram apresentadas na quinta-feira (13) e questionam o acordo do BTG com os fundos Fidera Master, SCSP Raif e Pala Assets Holdings Limited, que eram os que mais resistiam às propostas do banco de André Esteves.
Nas petições apresentadas, os fundos SAB Two Capital, Bayleef Services e These Fund SPC e o investidor Raphael Jordan Kassin dizem que o acordo entre BTG e Fidera, SCSP e Pala envolveu a transferência de títulos de crédito ao banco. Somados, os três fundos e o BTG detêm R$ 11,6 bilhões em créditos devidos pela empreiteira.
SAB Two Capital, Bayleef Services e These Fund SPC têm R$ 54,7 milhões para receber da empreiteira e entendem que a proposta da Odebrecht os prejudica, pois as melhores condições foram concedidas aos que têm até R$ 30 mil para receber e aos do mercado de capitais.
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