Economia & Mercado
por Anderson Ramos
Publicado em 24/12/2025, às 08h21
Em crise profunda, a Lojas Marabraz está sem pagar salários a seus funcionários há dois meses. Em protesto à situação, foi feita uma assembleia no centro de distribuição da empresa, no dia 11, em Franco da Rocha, na grande São Paulo.
“A Marabraz se comprometeu a fazer um pagamento no dia 19 e a saldar toda a dívida com os trabalhadores até dia 31″, disse Ricardo Patah, presidente do Sindicato dos Comerciários de São Paulo ao Estadão. “Algumas pessoas nos disseram que já receberam a primeira parcela, mas esperamos os demonstrativos de maneira oficial.”
De acordo com ele, a Marabraz, que já chegou a ter mais de mil trabalhadores, tem hoje cerca de 200 funcionários. Estão fechadas lojas em Santos, São Vicente e algumas em São Paulo e outras cidades como Cotia e Campinas. “A empresa teve um episódio de atraso mais cedo este ano e acertou os pagamentos”, diz Patah. “Esperamos que eles consigam honrar novamente o compromisso porque temos um bom relacionamento e já vivemos muitas situações difíceis no varejo, nos últimos anos.”
Além de atraso nos salários, a empresa também tem fechado lojas e enfrenta reclamações por não entregar produtos, não ter estoques e não fazer estorno de itens não entregues. Só no Reclame Aqui são quase 6 mil postagens. Fornecedores também processam a empresa na Justiça.
Procurada, a Marabraz diz atravessar um período de reestruturação sob sigilo judicial. Em comunicado, Nasser Fares, sócio da empresa, afirma que os “passivos existentes serão regularizados até a primeira quinzena de janeiro, sejam com nossos fornecedores, terceirizados, clientes e colaboradores. Além disso, as lojas temporariamente fechadas para readequações e troca de mostruário voltarão a operar em breve”.
A rede varejista se comprometeu a quitar os atrasados e recolher o FGTS descontado dos trabalhadores até dia 31.
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