Economia & Mercado

Decisão do Copom: Investidores de fundos imobiliários devem evitar desespero, diz especialista; entenda

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Especialista alerta que investidores devem evitar “efeito manda”, após recente decisão do Copom; entenda  |   Bnews - Divulgação Divulgação / Pixabay
Verônica Macedo

por Verônica Macedo

veronica.macedo@bnews.com.br

Publicado em 03/08/2024, às 10h17 - Atualizado às 10h23



Em sua última reunião, realizada nesta quarta-feira (31), o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central decidiu manter o freio sobre os juros básicos do país. A decisão foi unânime, o que mostrou que os diretores estão alinhados em relação ao rumo da Selic.

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Para os fundos imobiliários, a manutenção da taxa em 10,50% ao ano deve ser analisada sob diversos aspectos e, principalmente, diferentes janelas de tempo. O primeiro e mais óbvio: no curto prazo. Com a Selic alta por mais tempo, os títulos de renda fixa seguem atrativos, aumentando o custo de oportunidade e reduzindo a demanda dos investidores por fundos imobiliários, o que pode emperrar captações, além de tornar os papéis mais voláteis no mercado secundário.

É o que afirma Gabriel Barbosa, sócio da TRX Investimentos e gestor do fundo imobiliário TRX Real Estate. “Outra consequência direta dos juros básicos mais altos, num primeiro momento, é o aumento do risco de crédito. Muitas das dívidas do mercado imobiliários são lastreadas na Selic e, com ela mais alta por mais tempo, também aumenta o risco de inadimplência das empresas, seja nos aluguéis dos imóveis, afetando diretamente os fundos de tijolo; ou nos Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRIs), que são a base de muitos fundos de papel. Por outro lado, também olhando no curto prazo, cotistas de fundos que investem em ativos atrelados ao CDI seguirão colhendo bons resultados, fazendo com que o preço desses ativos suba nos pregões”.

Para o especialista, contudo, essas são oscilações e possíveis efeitos de curto prazo, comuns ao mercado. “Mais importante do que tentar o tempo todo se adaptar a elas é que os investidores tenham um olhar mais ampliado sobre os seus portfólios, buscando alguma proteção para o presente, mas focando em estabilidade e ganhos futuros. A chave para isso, como sempre procuramos orientar, é a diversificação”.

Segundo Barbosa, embora muitos queiram fazer parecer, um freio temporário no ciclo de cortes da Selic não é o fim do mundo para os fundos imobiliários (nem para nenhuma classe de ativos), principalmente quando olhamos um pouco mais a frente. “O ritmo mais lento proposto pelo Copom deve ajudar a segurar a inflação e, mais do que isso, passa para o mercado a mensagem de que a autoridade monetária está cautelosa e em busca de estabilidade, o que sempre soa bem aos ouvidos”, diz.

De acordo com o gestor do fundo imobiliário, principalmente para as pessoas físicas, é importante não se desesperar com qualquer barulho no mercado e evitar o “efeito manada”, comprando e vendendo ativos a cada novo anúncio do Banco Central, discurso de político ou conselho de “especialista”.

“Estude e escolha ativos que você acredita na tese de investimento, diversifique entre classes (FIIs, ações, títulos de renda fixa e fundos diversos) e busque crescer seu patrimônio para o futuro, em vez de tentar acomodá-lo ao momento presente, que muda o tempo todo”, conclui.

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