Economia & Mercado

Delator: Ultrafarma sonegava 60% das vendas em esquema bilionário de corrupção

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Dono da Ultrafarma e executivo da Fast Shop foram presos por envolviemnto com esquema milionário  |   Bnews - Divulgação Divulgação / MP-SP
Vagner Ferreira

por Vagner Ferreira

Publicado em 18/08/2025, às 09h15 - Atualizado às 09h15



O Ministério Público de São Paulo está investigando mais cinco auditores suspeitos de envolvimento em um esquema bilionário de corrupção que beneficiou grandes empresas, entre elas a Ultrafarma e a Fast Shop, segundo revelou o Fantástico, da TV Globo. A denúncia mais grave parte de Manoel Conde Neto, ex-dono da rede de farmácias Farma Conde, que afirma que a concorrente Ultrafarma sonegava até 60% do que vendia.

“Até o ano passado, ela [a Ultrafarma] vendia o produto num preço que é inexplicável. E é inexplicável o Fisco não ir lá fechá-la também. Porque nós, mesmo sonegando, e eu sonegava 10% do que vendia. Eles sonegavam 60% do que vendia e tava na cara que a sonegação lá era e é até hoje muito grande.”, disse Manoel Conde Neto, da rede de farmácias Farma Conde, segundo a reportagem.

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Além delas, aparecem na lista de companhias citadas a Oxxo, a Rede 28 Postos de Combustíveis e a Allmix Distribuidora. No entanto, o MP não detalhou quais seriam os novos auditores implicados nem como se davam as negociações. “O que a gente verifica é que o esquema não se restringiu a essas duas companhias que foram alvo da operação”, afirmou o promotor João Ricupero.

O dono da Ultrafarma, Sidney Oliveira, e o executivo da Fast Shop, Mário Otavio Gomes, foram soltos na sexta-feira (15) após o pagamento de R$ 25 milhões de fiança cada. Já a prisão do auditor fiscal Artur Gomes da Silva Neto foi prorrogada.

Também seguem presos o auditor Marcelo de Almeida Gouveia e Celso Éder Gonzaga de Araújo. A esposa deste último, Tatiane de Conceição Lopes, teve a prisão convertida em domiciliar.

Segundo o MP, o esquema comandado por Artur Neto, que recebia salário de R$ 33 mil, movimentou cerca de R$ 1 bilhão em propina, ajudando empresas a obter ressarcimentos de forma ilegal. “Toda empresa contribuinte tem esse direito [ao ressarcimento], mas o procedimento é muito complexo. Ele explorava justamente essa dificuldade”, explicou o órgão.

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