Economia & Mercado

Dia da Indústria é marcado por recado político da CNI

Iano Andrade e Gilberto Sousa / CNI
Confederação quer menos juros e gastos públicos e mais atenção ao posicionamento do setor industrial em temas políticos e econômicos atuais  |   Bnews - Divulgação Iano Andrade e Gilberto Sousa / CNI

Publicado em 26/05/2025, às 20h28   Humberto Sampaio, direto de Brasília



A Confederação Nacional da Indústria (CNI) fez nesta segunda feira (26) um ato de defesa do setor industrial brasileiro, durante a solenidade que marcou a passagem do Dia da Indústria, na sede da entidade, em Brasília. Na presença de autoridades como o presidente do STF, Luís Roberto Barroso, o presidente da Câmara, Hugo Mota (Rep-PB), deputados federais e de ministros de estado, quem deu tom político ao evento foi o presidente da entidade, o baiano, Ricardo Alban.

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Ao contrário do pronunciamento de Motta, marcado por platitudes a respeito da importância do setor industrial na economia, e da palestra do ministro Barroso sobre o avanço da Inteligência Artificial e de que forma ela afeta diretamente a sociedade, o discurso de Ricardo Alban foi marcado por críticas à política de juros do Banco Central, aos gastos excessivos do governo e à insegurança jurídica que paira sobre o setor produtivo.

Alban qualificou a atual política de juros como “abusiva e que corrói a economia” e disse que é preciso “encarar de frente a questão dos gastos públicos e da insegurança jurídica”. Segundo ele, a Indústria precisa retomar seu protagonismo no Brasil e o setor tem que se ser ouvido em questões atuais das pautas políticas, como a elevação da carga tributária (ajustes no IOF), a redução da Jornada do trabalho (PEC do fim da escala 6X1) e modernização do setor elétrico (MP 1.300/2025), editada na última sexta pelo presidente Lula.

Segundo Alban, a redução da jornada de trabalho é impensável numa situação de pleno emprego como a atual. O custo, estima ele, seria bilionário para o setor produtivo: “Pode chegar a R$ 88 bilhões por ano apenas no setor industrial e a R$ 260 bilhões por ano, se forem considerados todos os setores da economia”.

Sobre a PEC que reduz a conta de energia para 60 milhões de pessoas das faixas mais pobres, Alban disse ver pontos positivos, mas assegurou: mas não podemos aceitar pagar essa conta. O aumento dos custos da tarifa de energia não deveria sequer ser cogitado. Somos um país que produz energia barata, mas que tem uma das contas mais caras do mundo. Isso é inaceitável.”

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