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Direitos dos passageiros aéreos: O que você precisa saber para viajar com segurança

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Advogado explica que passageiros desconhecem seus direitos fundamentais em viagens aéreas  |   Bnews - Divulgação Divulgação / Freepik
Verônica Macedo

por Verônica Macedo

veronica.macedo@bnews.com.br

Publicado em 02/04/2025, às 09h37 - Atualizado às 09h41



A complexidade do transporte aéreo brasileiro ganha novos contornos quando o assunto são os direitos dos passageiros. O advogado, especialista na área, Rodrigo Alvim, desmistifica as principais dúvidas e revela os bastidores de um setor marcado por desafios constantes.

"As companhias aéreas frequentemente se aproveitam da desinformação dos consumidores", afirma Alvim. Segundo ele, a maioria dos passageiros desconhece seus direitos fundamentais em situações como atrasos, cancelamentos e extravios de bagagem.

Atrasos: Quando o tempo vale indenização

O especialista esclarece que os direitos variam conforme o tempo de espera. "Após uma hora de atraso, a companhia deve oferecer comunicação. Duas horas? Hora de garantir alimentação. Quatro horas ou mais com necessidade de pernoite? O passageiro tem direito à hospedagem e transporte", explica.

Cancelamentos: Mais que uma simples remarcação

Rodrigo Alvim destaca que cancelamentos com menos de 72 horas de antecedência dão ao passageiro o direito de escolher entre reembolso integral ou reacomodação em outro voo. "Muitos não sabem, mas a escolha é do consumidor, não da companhia", ressalta.

Overbooking: A prática que prejudica o consumidor

Um dos pontos mais controversos, segundo Alvim, é o overbooking (reserva em excesso). "As indenizações podem chegar a R$ 1.700 em voos nacionais e R$ 3.400 em internacionais. E importante: receber essa compensação não impede a busca por danos morais adicionais", alerta.

Bagagem extraviada: Guarde todas as provas

O advogado recomenda procedimentos específicos: "Sempre solicite o RIB (Registro de Irregularidade de Bagagem) e guarde comprovantes de gastos emergenciais. Isso pode fazer toda a diferença em uma eventual indenização".

O Desafio da informação

"As empresas muitas vezes atuam com base no 'risco calculado'", revela Alvim. Segundo ele, apenas uma pequena parcela de passageiros conhece profundamente seus direitos e busca reparação.

Dica final do especialista

"Documente tudo. Fotos, comprovantes, comunicações. A prova é o caminho para transformar um direito abstrato em realidade concreta", finaliza o especialista.

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